O Interclube perdeu ontem, 24-38, com o Al Ahly do Egipto, campeão em título, no segundo jogo do Grupo A da 47.ª edição da Taça Africana dos Clubes Campeões masculinos, disputado no Arena do Kilamba. Foi o regresso dos polícias à competição internacional da qual se despediram em 2019 na cidade de Praia, em Cabo Verde.
Não era para menos! Além da insígnia de campeão, os faraós trouxeram para o Kilamba a fragrância mundialista e a exuberância de terceiro classificado no Campeonato Mundial de Clubes.
A dor de cabeça, náuseas, tonturas, ardor nos olhos, efeitos da exposição a perfumes fortes, só se fizeram sentir na derradeira etapa do jogo. Os angolanos tiveram uma actuação irrepreensível, para quem não joga uma prova internacional desde 2019. Entraram destemidos e mostraram eficiência.
Ao minuto 14, havia dois golos de diferença, 9-7, favoráveis aos do Nilo. A seguir, transições rápidas do Al Ahly e distracção defensiva do Interclube permitiram o parcial de 17-11 ao intervalo.
Após o descanso, os angolanos mantiveram o equilíbrio, com o diferencial de seis golos a persistir até ao oitavo minuto. Depois, o outro nível do terceiro classificado do Mundial de Clubes se fez sentir, apesar do desempenho do guarda-redes Paulo Gonga.
Aos 16 minutos, os faraós contabilizaram 10 golos de vantagem: 30-20. Daí, para o resultado final foi um passo curto.
Na abertura do dia, o JSK da RDC ganhou ao Mechal da Etiópia, por 33-20, com favoráveis 14-7 ao intervalo.
O 1º de Agosto, campeão nacional, perdeu, por 26-33, com Zamalek. Sob batuta de Filipe Cruz, os militares apresentaram-se ao jogo permissivo e pouco certeiros no ataque. Concretizaram o primeiro golo ao terceiro minuto, diante do quarto classificado do Mundial de Clubes.
A nove minuto do fim, os egípcios venciam por 12-6 e o resultado ao intervalo mostrou 16-10.
O 1.º de Agosto anunciou um regresso que nada estava perdido ao marcar o primeiro golo aos 15 segundos. A meio do jogo, a diferença foi reduzida a dois: 18-20. No final, o ritmo egípcio destapou a carência do campeão nacional e Filipe Cruz admitiu: “Pesou a inexperiência da nossa equipa”.




