A primeira edição do Girabola feminino arranca no mês de Novembro, até Maio de 2027, com a participação de 10 a 12 equipas. A garantia foi dada pela vice-presidente da Federação Angolana de Futebol, Irene Gonçalves.
Em declarações à imprensa, no final do jogo entre o Petro de Luanda e 1.º de Agosto, a dirigente assegurou que a próxima edição da prova será num formato diferente e com equipas mais estruturadas.
“Apostaremos num campeonato convencional, jogado a duas voltas, com 10 ou 12 equipas, Girabola feminino. A previsão do arranque é para final de Novembro. Teremos de cumprir os requisitos FIFA e CAF”, afirmou.
O regional e a fase final do nacional, segundo Irene Gonçalves, serviu de ensaios para a finalização do projecto traçado: “Durante os dois anos, tivemos duas provas que serviram de preparação para entrarmos neste novo formato. Temos equipas estruturadas e aproveitamos os clubes grandes que se juntaram ao futebol feminino, isto dá uma outra imagem. Esperamos que os outros façam o mesmo”.
“O maior objectivo é ter uma equipa angolana a disputar a Liga dos Campeões em feminino. Estive recentemente na COSAFA e sou cobrada constantemente para que haja um representante. Vamos trabalhar para a concretização”.
Em função da competitividade demonstrada nas provas anteriores, a dirigente antevê um campeonato renhido. “A modalidade cresce a cada dia. Creio numa prova bem disputada e sem goleadas extremas. As equipas que não se apurarem para a primeira divisão jogam o regional, uma espécie de segundo escalão”, sublinhou.
A vice-presidente fez um balanço positivo do nacional disputado de 29 de Julho a 12 do corrente mês, nas províncias de Luanda e do Icolo e Bengo.
“Tivemos bons jogos na fase de grupos. Destaco o papel da imprensa, pois fez um trabalho excelente e o público que aderiu em massa. Faço um balanço positivo. A missão foi cumprida”.
A antiga capitã da Selecção angolana de futebol admitiu a melhoria do prémio das equipas do pódio.
“Vamos bater portas, solicitar patrocínios. O objectivo é melhorar a questão da premiação. Com os projectos da FIFA, desenvolveremos uma liga feminina. Estamos a trabalhar a partir da base e é sustentável para a nova geração dar passos largos nas competições continentais. Tudo passa pelas condições financeiras e a obtenção de material desportivo. Tudo vai correr bem, precisamos de apoio”, finalizou.



