A selecção portuguesa de Sub-16 convocou Jason Tunga, jovem avançado luso-angolano que esteve anteriormente no radar da Federação Angolana de Futebol (FAF), chamada que pode influenciar o futuro internacional do jogador.
Actualmente ao serviço do FC Alverca, em Portugal, o atacante possui passaporte angolano e chegou a ser sugerido pelo empresário ao seleccionador nacional Sub-17, Mário Catala, com vista à sua integração nos Palanquinhas que disputaram o Campeonato Africano das Nações da categoria, no Reino de Marrocos.
À data, a integração não se concretizou, e Jason Tunga ficou fora da campanha dos Palanquinhas. Meses depois, o jovem recebeu o convite da estrutura técnica portuguesa para representar os Sub-16 lusos e abriu uma nova possibilidade para a carreira do futebolista.
Rápido, forte no duelo individual e com bom sentido de finalização, Tunga reúne características que despertaram atenção dos responsáveis portugueses. A capacidade para actuar no último terço e a facilidade em procurar espaços na defesa adversária fazem do avançado uma das apostas para o futuro das selecções jovens de Portugal.
A convocatória surge numa altura particularmente sensível para Angola, que ficou afastada do Campeonato do Mundo de Sub-17, competição que terá lugar no próximo ano, no Qatar. A ausência dos Palanquinhas do palco mundial reduz, por outro lado, as oportunidades imediatas de exposição internacional do jogador com a selecção angolana.
A chamada não determina, por si só, o futuro internacional de Tunga, a participação em competições oficiais por Portugal pode tornar mais complexa uma eventual escolha por Angola, a depender do enquadramento regulamentar aplicável e das futuras decisões do atleta.
A situação ganha ainda maior interesse porque, segundo informações divulgadas pelo Bola em Campo, os pais do futebolista manifestam o desejo de que o filho represente Angola no futuro.



