O Petro de Luanda conquistou o 15.º título da Supertaça Francisco de Almeida em andebol sénior feminino, depois de superar, 25-20, o 1.º de Agosto, na final disputada ontem no Pavilhão Principal da Cidadela.
As campeãs mostraram estar melhor oleadas na discussão do primeiro troféu da época. “Quem sabe semear no tempo certo não se surpreende quando chega o tempo da colheita”, assim diz o velho ditado e foi assim que as petrolíferas procederam, a fim de o treinador Luís Chaves celebrar, pela primeira vez, a conquista do ceptro que homenageia o primeiro presidente da Federação.
As tricolores construíram o resultado na primeira parte, ao estabelecerem o parcial, 5-0, com o marcador a registar 15-10, ante a passividade das rubro e negras. A toada de ataque e resposta estabelecida desde os instantes iniciais anunciava a grandeza das contendoras.
O Petro foi mais feliz do que o 1.º de Agosto, aliás, marcou primeiro e esteve sempre à frente dos números mostrados no quadro electrónico do Pavilhão da Cidadela. Primeiro, a vantagem era mínima, depois subiu até cinco, sem resposta das agostinas.
No reatamento, as petrolíferas tudo fizeram para aumentar a vantagem, mas sem sucesso, tal como as militares tentavam encurtar a distância. A segunda parte foi vivida de forma mais intensa, sobretudo pelo equilíbrio registado, pois nenhuma das equipas marcou mais.
Houve paridade, com 10 golos apontados em cada baliza. Com o triunfo, o Petro começa em alta a nova época, enquanto o 1.º de Agosto repete, com resultado amargo, a agonia vivida no final da época passada.
Fogo brando na consolação
A Casa do Pessoal do Porto do Lobito (CPPL) superou ontem, 21-15, o Electro no jogo de atribuição do terceiro lugar. Como quem nada tinha a ganhar nem a perder, as equipas do Lobito fizeram-se à quadra para exibir o pior duelo.
De parte a parte, os passes errados, recepção falhada, dribles perdidos e os remates atirados para lá do perímetro do golo se repetiam. A sensação era de que muito se jogava, mas sem o foco na vitória.




