O Petro mantém o foco na ascensão à liderança do Girabola, por isso aposta as fichas na vitória frente ao 1.° de Maio de Benguela, hoje às 17h15, no Estádio 11 de Novembro. na partida referente à 10.ª jornada.
A quatro pontos do comandante da prova, Wiliete de Benguela, a equipa liderada pelo técnico português Alexandre Santos sabe que não tem margem de erro, face ao grande objectivo na competição, a conquista do sexto título consecutivo.
A goleada robusta aplicada aos militares da Região Sul serve de mola impulsionadora para os petrolíferos, que pretendem conservar o compasso no confronto histórico frente aos proletários de Benguela.
Num clima de pura descontração, o grupo respira bons ares e o moral revela-se alto, facto que confirma a união do balneário, elementos tidos como catalisadores para sorrir após os 90 minutos.
O adversário é um velho conhecido. A história tem memórias felizes, mas o presente aconselha prudência, para levar de vencido o encontro. A máquina calculadora proíbe o cometimento de falhas, se o propósito for somar alegria.
Separadas por oito pontos, as duas equipas têm propósitos distintos e entram em campo em posições opostas. O Petro ocupa o segundo lugar, ao passo que 1.° de Maio é nono, na tabela classificativa.
A formação do Eixo Viário chega ao desafio embalada pela expressiva vitória por 4-0 diante do Desportivo da Huíla, alcançada na terça-feira, em partida de antecipação à 14.ª jornada, devido aos compromissos nas Afrotaças.
Do outro lado, o 1.° de Maio de Benguela chega à capital depois de vencer o FC de Luanda, por 2-1, resultado que permitiu interromper uma sequência de resultados menos favoráveis e recuperar algum fôlego na classificação.
Apesar da distância pontual em relação ao adversário, os benguelenses não se apresentam como uma equipa desprovida de argumentos. A vitória sobre o conjunto da Kianda e os empates diante do Kabuscorp do Palanca e do Bravos do Maquis demons- tram capacidade para dificultar a vida aos candidatos ao título.
A consistência defensiva e o aproveitamento das oportunidades poderão ser determinantes para contrariar o favoritismo dos anfitriões. Mas adivinha-se uma tarefa hercúlea, quanto mais não seja pelo facto de o Petro ter uma das defesas menos batidas, à semelhança do Wiliete, com apenas dois tentos sofridos.




