O golo solitário de Toro, aos 14 minutos, foi suficiente para o Petro de Luanda vencer o Kabuscorp do Palanca ontem no Estádio 11 de Novembro, em desafio de antecipação da 7.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão.
Com a vitória, os tricolores juntaram-se ao 1.⁰ de Agosto na segunda posição da tabela de classificação, agora com 14 pontos, e confirmou o histórico de resultados positivos frente aos palanquinos.
Os técnicos João Sousa e Léo Neiva entraram para o dérbi pressionados pelos adeptos, no sentido de vencerem, devido aos resultados e exibições pouco convincentes na competição.
A primeira situação de perigo surgiu aos oito minutos, num cruzamento de Hossi para Berna falhar na área de baliza. O golo aconteceu aos 14 minutos, numa recarga de Toro, após o guarda-redes JB defender o remate de Berna.
O desafio ganhou mais ritmo com ambos conjuntos a subirem as linhas e uma delas podia chegar ao golo. O dérbi aqueceu e o público nas bancadas puxou pela equipa do coração.
Aos 32 minutos, o Kabuscorp acordou. Em dois remates de Bayala e de Jó Paciência quase igualou o resultado. Hugo defendeu nas duas ocasiões. A defesa petrolífera estava hipnotizada e permitiu aos avançados colocarem-no à prova.
Tiago Azulão reclamou penálti, aos 37 minutos, numa eventual falta do defensor. Edson Esoko, árbitro do encontro, considerou uma jogada regular
A atenção de JB impediu o auto-golo de Jó Paciência, aos 42 minutos, o que fez os rivais irem empatados ao intervalo.
No reatamento, Bayala rematou para uma grande defesa de Hugo. Era o primeiro sinal de que os palanquinos queriam o empate.
Apesar disso, os tricolores marcaram por Depu aos 58 minutos, mas de forma errada o assistente Gelson Emiliano induziu ao erro o chefe de equipa, Edson Esoko. O juiz apitou fora-de-jogo.
O dérbi baixou de intensidade, porém, aos 64', os tricolores reclamaram penálti. O árbitro considerou a bola à mão do defensor.
No período de compensação, os petrolíferos desperdiçaram uma soberana oportunidade para dilatar o marcador. Tiago Reis abusou do individualismo numa jogada de três para um. O brasileiro não rematou e nem serviu os dois colegas disponíveis.
As duas formações antecederam o duelo em função dos compromissos nas Afrotaças e precisavam ganhar. Não foi desta que a malapata dos “Kangamba Boys” diante petrolíferos terminou. Os adeptos agitaram os lenços brancos em gesto de insatisfação.




