Benguela – O presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), Pedro Godinho, defendeu, em Benguela, a necessidade de formação contínua dos dirigentes para melhorar a gestão e a liderança das instituições desportivas.
Benguela – O presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), Pedro Godinho, defendeu, em Benguela, a necessidade de formação contínua dos dirigentes para melhorar a gestão e a liderança das instituições desportivas.
O responsável falava recentemente no encerramento da 71.ª edição do Curso para Dirigentes Desportivos, promovido no âmbito da Solidariedade Olímpica.
Pedro Godinho apelou aos participantes para assumirem as funções de gestores desportivos sem perderem os valores, a identidade e o espírito de serviço adquiridos ao longo das suas carreiras.
“Não é pelo facto de ter sido eleito presidente do Comité Olímpico, que é a estrutura maior do associativismo desportivo, que devemos deixar para trás a nossa base, a nossa função e o nosso amor ao desporto”, afirmou.
O presidente do COA, que participou igualmente na formação na qualidade de director nacional olímpico, incentivou os formandos a partilharem os conhecimentos adquiridos e a manterem uma relação de proximidade com as bases do desporto.
Segundo Pedro Godinho, um treinador pode chegar à presidência de um clube e um atleta assumir cargos de responsabilidade numa instituição, mas deve preservar as suas origens e a experiência acumulada ao longo do percurso.
“Não temos que mudar as pessoas que somos quando atingimos determinados patamares na nossa vida”, sublinhou.
O responsável considerou satisfatório o nível das apresentações realizadas pelos participantes, destacando a assimilação dos conteúdos ministrados durante os cinco dias de formação.
Explicou que as acções da Solidariedade Olímpica não funcionam como uma instituição de ensino tradicional, mas disponibilizam ferramentas práticas para apoiar os dirigentes no exercício das suas funções.
Pedro Godinho manifestou, entretanto, preocupação com o número de candidatos às eleições de algumas federações desportivas nacionais e defendeu a revisão da legislação, com a criação de critérios de elegibilidade mais adequados.
“Não é normal, pela população desportiva que temos, aparecerem cinco listas concorrentes numa mesma federação”, afirmou.
Defendeu, neste sentido, critérios que contribuam para melhorar a organização e a qualidade da liderança no associativismo desportivo.
O presidente do COA apelou igualmente aos formandos para investirem na formação académica e profissional, com particular atenção para o domínio de línguas estrangeiras, sobretudo o inglês e o francês.
Considerou que o conhecimento de línguas estrangeiras é uma ferramenta importante para dirigentes que acompanham atletas e delegações em competições internacionais, permitindo-lhes comunicar e resolver situações durante as deslocações.
Pedro Godinho destacou ainda a importância da formação complementar na arbitragem internacional do andebol, questionando como é que um país com 15 títulos africanos na modalidade continua a registar dificuldades na formação e afirmação de árbitros internacionais.
No final, manifestou confiança nos novos dirigentes e encorajou-os a aplicar os conhecimentos adquiridos nas instituições onde vierem a exercer funções.
Participantes enaltecem formação
A formanda Sofia Higino considerou a formação importante para o seu crescimento enquanto dirigente desportivo, destacando a utilidade dos conhecimentos adquiridos.
Cristóvão Sambo afirmou que o curso representa “uma nova forma de estar no dirigismo desportivo”, para fazer “mais e melhor” pelo desporto nacional.
Por sua vez, Make Garcia mostrou-se satisfeito com os conteúdos ministrados, considerando que vão contribuir para o crescimento das organizações desportivas.
Durante cinco dias, os participantes foram capacitados em matérias ligadas à gestão desportiva, liderança, ética olímpica, planeamento estratégico e desenvolvimento do desporto comunitário.
No final da formação foram entregues certificados de participação. JM/CRB




