O modelo de gestão implementado na Académica Petróleos do Kwanda do Soyo irrita associados do clube da província do Zaire e pedem a constituição de uma Comissão de Gestão “com urgência” para salvaguardar “o pouco que restou nas prateleiras”. O avançado estado de degradação do Campo do Embondeiro, que acolheu jogos do Campeonato Nacional da I Divisão, é o exemplo do “desleixo”.
Em declarações ao Jornal de Angola, Paulo Kaká, promotor desportivo comunitário do município do Soyo, sugere a intervenção dos sócios com vista à superação das mazelas registadas ao longo dos 17 anos de ausência do clube do Girabola.
“Futebol é paixão e mexe com egos de milhares de pessoas. Em Angola, alguns experts têm afirmado que, no período da guerra civil e de invasão, houve momentos que os combates cessaram para os soldados ouvirem os relatos de jogos feitos por jornalistas da Radiodifusão Nacional de Angola (RNA). Esse é um dos factos que os curiosos inseridos na direcção do Clube Petróleos do Kwanda Soyo desconhecem”, aferiu.
Paulo Kaká sustenta que “os sócios devem analisar a personalidade dos indivíduos que pretendem gerir equipas de futebol e não se limitar aos currículos”.
“Esta direcção cometeu pecado e muita irresponsabilidade ao deixar o Campo do Embondeiro à sua sorte. Hoje, está degradado e vandalizado. Até cabritos jogam lá menos futebol”, disse.
Para a inversão da situação, o promotor apela às pessoas de bom senso a encontrarem um mecanismos de angariamento de fundos com vista à construção de um Estádio de Futebol no espaço restante do Campo do Embondeiro.
“Apesar do futebol ter uma gestão directa fora da alçada do Executivo, seria de bom grado, e os adeptos muito agradecem, se o governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, entrasse na jogada, para sensibilizar os potenciais patrocinadores, com vista à construção do Estádio do Embondeiro”, fundamentou.




