Os elevados salários exigidos por Jarede, Kaporal, Herenilson e Razão impediram o Sagrada Esperança de avançar para a contratação do quarteto, que chegou a ser equacionado como reforço para a equipa na janela de inscrições, encerrada a 30 de Setembro. A informação foi avançada por Oliveira Gonçalves ao Jornal de Angola.
“Nós temos um padrão ou tecto salarial bem definido, por isso, não estamos em condições de pagar o que eles exigem”, assegurou o coordenador da Comissão de Gestão, ao justificar a decisão de recuar nas negociações.
A direcção do clube diamantífero optou por uma gestão prudente dos recursos financeiros. Depois de avaliar os custos, concluiu que o momento ainda não permite investimentos em contratações de elevado valor, sobretudo pelo risco de criar desequilíbrios no balneário. A diferença entre os salários pretendidos pelos quatro jogadores e os dos restantes elementos do plantel poderia provocar descontentamento no grupo.
Embora tenha revelado a este jornal o salário mais elevado do plantel diamantífero, Oliveira Gonçalves considerou injusto abrir um precedente que contrariasse os princípios definidos pela Comissão de Gestão. Segundo explicou, os jogadores conhecem a realidade financeira do clube e da ENDIAMA, patrocinador oficial, pelo que a contratação de atletas com exigências salariais muito superiores às condições actuais poderia comprometer a estabilidade interna.
O responsável revelou, a título de exemplo, que, antes do jogo com o Petro de Luanda, chegou a ponderar a atribuição de um prémio de jogo avultado para aumentar a motivação dos jogadores. A iniciativa não passou da intenção, devido às limitações financeiras que afectam o clube.
Além dos quatro jogadores, o Sagrada Esperança também tentou contratar o avançado Yano, mas perdeu a corrida para o Recreativo da Caála.
“Infelizmente, não deu. Chegámos tarde, já tinha assinado. O nosso departamento de scouting vai continuar a trabalhar para identificar potenciais reforços”, afirmou Oliveira Gonçalves.




