Depois de falhada a realização da primeira edição da Taça dos Clubes Campeões em Brazzaville, com a participação dos campeões das sete zonas do Conselho Superior dos Desportos, de 23 de Dezembro de 1978 a 2 de Janeiro de 1979, a materialização só ocorreu de 1 a 6 de Dezembro de 1979, na cidade do Cairo.
Três equipas masculinas e o mesmo número em femininos, com a consagração dos anfitriões Zamalek e Al Ahly. O Zamalek venceu, 23-16, o Fosa do Togo e 23-21, o Jarraf do Senegal, somou quatro pontos que bastaram.
O Al Ahly ganhou, 12-10, ao Grasshopper da Nigéria e 13-8, ao US Rail do Senegal. Apesar do número reduzido de participantes, a primeira pedra foi lançada.
A segunda edição na Côte d’Ivoire contou com um número maior de participantes, oito masculinos e sete femininos, com realce para as entradas das primeiras equipas angolanas, 1.º de Agosto e Educação de Benguela, na classe feminina.
A prova ganhou rumo, com o número de equipas a variar. A terceira edição, Dakar, Senegal (1981) não entraria na história, se não fosse pelo inusitado. Enquanto três equipas inscreveram-se na prova masculina, em feminino havia apenas o Air Afrique, da Côte d’Ivoire, e venceu sem jogar, um título sem disputa.
Nem os conjuntos anfitriões participaram. O contexto político e questões de organização interna influenciaram a redução dos concorrentes masculinos e a não aparição dos femininos.
A competição passou por um período tortuoso e depois retornou à normalidade. Em 1982, o Petro de Luanda foi a Bouaké, na Côte d’Ivoire, primeira presença masculina.
O Ferroviário de Angola (feminino) e o 1.º de Agosto (masculino) retomaram a presença angolana em 1983. Em 1987, fruto da persistente participação e domínio da competição interna, o Ferroviário alcançou o primeiro título de clubes para Angola.
Em plena cidade de Oweri, na Nigéria, as angolanas bateram, 19-15, as anfitriãs do Grasshoppers. O título masculino para os angolanos só surgiu em 2007, com o 1.º de Agosto.
Estreia do Petro
Em 1988, depois do feito do Ferroviário de Angola, o Petro de Luanda estreou-se em feminino. O terceiro lugar foi a primeira classificação do emblema petrolífero. Na referida edição participaram, de forma inédita, duas equipas nacionais, o Ferroviário foi o quinto classificado.
Nas épocas seguintes, 1989 e 1990 as tricolores falharam a participação, enquanto as locomotivas marcaram presença, sem prestação de realce. Em 1991 e 1992, o país foi representado pelo Petro de Luanda, que ocupou, nas duas ocasiões, o segundo lugar.
A dupla medalha de prata era o anunciar da chegada de uma equipa dominadora! No ano seguinte, 1993, a embaixadora angolana conquistou o primeiro troféu. Entre 1994 e 1996, o conjunto do Eixo Viário alternou o primeiro com o terceiro lugar do pódio, mas em 1997 assumiu o domínio da prova até que, em 2014, passou o testemunho ao 1.º de Agosto.
Depois, as tricolores retornaram às sequências de vitórias e já somam outros três títulos consecutivos. O Petro de Luanda é a equipa que mais ganha, com 21 taças, seguido pelo 1.º de Agosto, oito e o Estrelas do Congo, quatro.
A prova masculina é dominada pelos egípcios do Zamalek e do Al Ahly. Os primeiros têm 13 troféus, enquanto os outros somam oito. Pelo meio está o MC Argel, com 11, mas que não se apresenta às provas desde 2007.




