A promoção do turismo e das potencialidades locais na província do Huambo ganha um novo impulso com a realização de um acampamento turístico no Morro do Moco, o ponto mais alto do país.
A iniciativa, organizada pela agência de viagens “Tuendi Tour”, vai ocorrer entre os dias 17 e 19 de Setembro e prevê reunir mais de 200 participantes. Segundo a organização, o objectivo central é impulsionar o turismo local e projectar, a nível nacional e internacional, as riquezas naturais da região. A expedição terá como ponto de concentração a aldeia de Candjonde, de onde partirá o grupo de excursionistas. Acompanhados por guias locais, os participantes vão escalar os 2.620 metros de altitude do morro, numa jornada que se enquadra nas celebrações do Dia do Herói Nacional (17 de Setembro). Além de fomentar o turismo interno, a iniciativa pretende fortalecer a economia comunitária. O plano inclui o pagamento de uma taxa de preservação às autoridades tradicionais da aldeia, bem como a entrega de apoios aos guias turísticos que vão orientar os visitantes e partilhar a história e as características da localidade. O diretor da “Tuendi Tour”, Adolfo Chipasso, explicou que a agência está vocacionada para a exploração e promoção de roteiros turísticos no Huambo e noutras regiões do país. “Além da escalada à montanha, teremos cinema no acampamento e momentos culturais à volta da fogueira. Todos os participantes que alcançarem o topo do Moco com sucesso receberão medalhas”, destacou. Adolfo Chipasso apontou as províncias da Huíla e do Namibe como referências no desenvolvimento de actividades turísticas, salientando, contudo, que este dinamismo não significa que outras regiões tenham menos potencial. No caso do Huambo, o gestor defendeu que a província possui um património natural vasto e inexplorado, composto por inúmeras atracções que vão muito além dos roteiros tradicionais. O responsável sublinhou que a região reúne um forte potencial para o turismo de aventura, ecoturismo e turismo científico, sustentado por uma geografia rica em cachoeiras imponentes, formações rochosas milenares e cadeias montanhosas imponentes que necessitam de uma estratégia de divulgação mais agressiva e integrada. “Quando se fala do Huambo, o imaginário colectivo remete as pessoas quase exclusivamente para o Morro do Moco ou para a mística Pedra do Luvili. Contudo, a nossa província esconde tesouros naturais extraordinários e ainda pouco explorados”, ressaltou o promotor.




