A empresária agrícola angolana Teresa Mariz, conhecida como “Rainha da Mandioca”, integra a lista das 100 mulheres distinguidas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pelo papel de liderança e inspiração nos sistemas agroalimentares e no desenvolvimento rural.
A distinção, divulgada no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Alimentação, assinalado a 16 de Outubro, reúne mulheres de diferentes países que se destacam pela contribuição para a produção alimentar, a criação de oportunidades económicas e a promoção de sistemas agrícolas mais sustentáveis.
Teresa Mariz construiu o seu percurso no sector agrícola depois de uma carreira na banca.
Há cerca de duas décadas, fundou a fazenda T. Mariz, no Luena, província do Moxico, onde desenvolve actividades agrícolas e pecuárias.
A empresária destaca-se pela aposta na produção de mandioca em grande escala, uma cultura importante para a alimentação das famílias angolanas.
A sua actividade combina conhecimentos de gestão empresarial com a experiência prática da produção no campo, num contexto em que o aumento da oferta alimentar e o fortalecimento da produção nacional continuam a ser desafios para a economia.
O reconhecimento internacional valoriza também o papel do empreendedorismo feminino na dinamização das economias rurais, na criação de emprego e na inspiração de novas gerações de mulheres interessadas na agricultura.
Mulheres no centro da produção alimentar
Na lista das 100 Heroínas dos Sistemas Agroalimentares e do Desenvolvimento Rural figuram igualmente as brasileiras Luena Pataxó e Joana Rodrigues Mousinho, entre outras mulheres de diferentes continentes.
Segundo a FAO, as distinguidas actuam em várias áreas da cadeia agroalimentar, desde a produção agrícola e a pesca artesanal até à gestão empresarial e à preservação de conhecimentos tradicionais.
As suas iniciativas contribuem para ampliar mercados, reforçar a segurança alimentar, proteger recursos naturais e criar oportunidades de formação e emprego.
A agência das Nações Unidas considera que o investimento nas mulheres que trabalham no meio rural é essencial para o futuro dos sistemas alimentares, sobretudo através da melhoria do acesso à terra, ao crédito, à tecnologia e a outros recursos necessários à actividade produtiva.
A distinção coincide com o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026, proclamado pelas Nações Unidas, que pretende dar maior visibilidade ao contributo das mulheres para os sistemas agroalimentares e chamar a atenção para os obstáculos que ainda limitam a sua participação e o acesso a oportunidades no sector.




