O administrador municipal de Camucuio, Manuel Canivete, destacou nesta Quinta-feira, 29, durante a abertura da 3.ª edição da Feira do Feijão, a capacidade do seu município na produção do grão nas suas mais diversas variedades, para o fornecimento ao mercado local e nacional. No entanto, a falta de estradas continua a retrair o seu escoamento para outras paragens do território nacional, particularmente para as províncias da Huíla, do Cunene, de Benguela e de Luanda.
A 3.ª edição da Feira do Feijão, que decorre desde ontem no município de Camucuio, reúne 20 produtores locais que se dedicam ao cultivo do grão nas suas diversas variedades, com particular realce para o feijão branco, preto, vermelho e catarino.
Durante a cerimónia de abertura da referida feira, que, para além do feijão, expõe igualmente outros produtos do campo, como o milho, a mandioca e hortícolas, Manuel Canivete destacou os objectivos do evento, tendo sublinhado o incentivo ao empreendedorismo agrário no seio da juventude.
Para além do incentivo ao empreendedorismo agrário, o responsável administrativo disse que o certame prevê igualmente a criação de parcerias entre os produtores e possíveis compradores, bem como com o sector bancário.
“Para além da reconhecida hospitalidade da nossa população, dispomos de solos com elevado potencial agrícola, que, aliados à resiliência, à criatividade e à capacidade de trabalho dos nossos agricultores, têm permitido produzir diversos bens alimentares, com destaque para o feijão. A nossa terra tem potencial, os nossos agricultores têm conhecimento e vontade de trabalhar, e aquilo de que precisamos é continuar a criar condições para que a produção cresça, os produtos cheguem aos mercados e o trabalho realizado no campo se traduza em melhores condições de vida para as famílias”, disse.
Por outro lado, o nosso interlocutor disse que, apesar de a feira valorizar o feijão, o evento traz igualmente outras valências, como a apresentação de outros serviços ligados ao agronegócio realizado naquela parcela do território nacional.
“Esta feira é, acima de tudo, um espaço de valorização da agricultura, de promoção dos nossos produtos e de afirmação do potencial económico do Camucuio. A realização desta 3.ª edição prossegue objectivos concretos, dos quais destacamos, em primeiro, promover a produção agrícola local, incentivando os nossos agricultores a aumentarem a produtividade e a diversificarem as suas culturas, em segundo criar oportunidades para a comercialização directa dos produtos agrícolas, aproximando os produtores dos comerciantes, dos consumidores e de potenciais compradores” disse.
Referiu em terceiro valorizar o trabalho dos nossos agricultores, reconhecendo o seu contributo para a segurança alimentar, a geração de rendimentos e o desenvolvimento económico e social das comunidades, em quarto atrair o interesse de instituições bancárias, empresas e outros parceiros económicos, no sentido de mobilizarem recursos e disponibilizarem mecanismos de financiamento ajustados às necessidades dos produtores, em quinto promover a troca de experiências e conhecimentos entre os agricultores, contribuindo para a melhoria das técnicas de produção, conservação, transformação e comercialização, em sexto incentivar o empreendedorismo rural e a criação de oportunidades de emprego, com particular atenção à participação da juventude e das mulheres no processo produtivo e por fim afirmar o Camucuio como um município com potencial agrícola, capaz de contribuir de forma crescente para o abastecimento dos mercados e para a diversificação da economia da nossa província”, detalhou.
Por seu lado, o vice-governador provincial do Namibe para o sector político, social e económico, Abel Capitango, que procedeu à abertura da 3.ª edição da Feira do Feijão, garantiu que o Governo Provincial vai continuar a trabalhar para a melhoria das condições de toda a cadeia produtiva.
O governante destacou as obras de recuperação de 48 pequenas barragens, sendo 13 no Camucuio, bem como a asfaltagem da Estrada Nacional n.º 103, no troço Bibala-Camucuio, cuja execução está acima dos 80 por cento, como o principal vector para o escoamento de tudo o que se produz no município do Camucuio.




