A operadora de telecomunicações Africell e o Governo estão a preparar o lançamento de uma joint-venture vocacionada para a prestação de serviços de comunicação via satélite.
De acordo com informações avançadas pela Africa Intelligence, o projecto conta com o apoio financeiro e diplomático da administração dos Estados Unidos da América.
A nova entidade comercial terá como principal foco o atendimento a clientes empresariais a operar em zonas rurais e de difícil acesso, servindo sectores estratégicos como a indústria mineira, as infra-estruturas petrolíferas e de gás, e o agronegócio.
Para Washington, a Africell, a única operadora móvel de capital norte-americano a actuar no continente africano, representa um activo fulcral na sua estratégia para as infra-estruturas regionais. O projecto alinha-se com iniciativas de grande dimensão, designadamente o Corredor de Lobito, que conta com o suporte financeiro de instituições como a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e o Export-Import Bank dos Estados Unidos (EXIM).
No passado mês de Setembro, o EXIM anunciou a concessão de um empréstimo de 99,6 milhões de dólares à Africell. O financiamento destina-se à aquisição de equipamentos de rede móvel de origem norte-americana e europeia para o mercado angolano, visando reforçar a conectividade, a segurança das comunicações e a exportação de tecnologia dos EUA.
A criação desta joint-venture insere-se na aposta recente de Luanda no sector espacial. Angola já opera o satélite de comunicações ANGOSAT-2 e formalizou a criação da sua Agência Espacial que, em parceria com a França, se prepara para colocar em órbita o ANGEO-1, o primeiro satélite nacional de observação da Terra. Quando estiver em pleno funcionamento, o dispositivo terá capacidade para captar diariamente mais de mil imagens de alta resolução.




