Huambo – A Agência de Facilitação de Transporte e Trânsito do Corredor do Lobito defendeu, este domingo, no Huambo, a integração das comunidades nas cadeias de valor, para reforçar o comércio regional e gerar oportunidades entre Angola, RDC e Zâmbia.
Huambo – A Agência de Facilitação de Transporte e Trânsito do Corredor do Lobito defendeu, este domingo, no Huambo, a integração das comunidades nas cadeias de valor, para reforçar o comércio regional e gerar oportunidades entre Angola, RDC e Zâmbia.
A posição foi manifestada pela directora de Facilitação de Comércio e Questões Aduaneiras da Agência, Numélia Mendes, durante a participação da instituição na Expo-Huambo, decorrida de 24 a 27 deste mês, onde apresenta os seus serviços e áreas de intervenção.
Segundo a responsável, o Corredor do Lobito deve assumir-se como um corredor de desenvolvimento, com benefícios para as populações que vivem ao longo da via e oportunidades para a criação de cadeias de valor nos três países.
Apontou o turismo rural, a agro-pecuária, a comercialização de cereais e outros produtos como áreas com potencial para dinamizar as economias locais e fortalecer o comércio inter-regional.
Realçou o potencial da República Democrática do Congo (RDC) como mercado para produtos angolanos, entre os quais o sal e o pescado, para além de produtos agrícolas, que exigem a maior participação das comunidades nas oportunidades económicas geradas pelo Corredor do Lobito.
Explicou que a Agência de Facilitação de Transporte e Trânsito do Corredor do Lobito, criada por Angola, RDC e Zâmbia, tem como missão facilitar o transporte e o trânsito de mercadorias ao longo da via.
Explicou que a Zâmbia, por ser um país sem acesso directo ao mar e a RDC, apesar de possuir acesso ao oceano, enfrentam limitações de infra-estruturas portuárias, o que reforça a importância do Corredor do Lobito para o escoamento de mercadorias.
Referiu que a Agência acompanha os procedimentos de trânsito para assegurar o cumprimento dos requisitos e evitar constrangimentos e custos adicionais à circulação de mercadorias entre os três países.
Acrescentou que a instituição acompanha, igualmente, dificuldades apresentadas pelas empresas que operam ao longo do corredor, com intervenção na identificação e desbloqueio de obstáculos relacionados com o fluxo de mercadorias.
Nesta fase, disse estar a decorrer a elaboração de relatório sobre o fluxo de mercadorias no Corredor do Lobito, com recurso a dados do Caminho de Ferro de Benguela (CFB) e da Lobito Atlantic Railway (LAR), esta última responsável pelo transporte ferroviário de minerais.
Realçou a cooperação com parceiros de desenvolvimento, entre os quais o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, no quadro de programas ligados ao desenvolvimento do Corredor do Lobito.
A Agência, segundo a responsável, actua em nome dos três Estados e procura articular as prioridades nacionais com os programas e mecanismos de financiamento disponíveis, com vista à resolução de constrangimentos que afectem a facilitação do comércio e do trânsito.
A Agência de Facilitação de Transporte e Trânsito do Corredor do Lobito, com sede na cidade do Lobito, na província angolana de Benguela, resulta de uma iniciativa conjunta de Angola, RDC e Zâmbia.
A instituição foi criada pelo Decreto Presidencial n.º 175/23, de 28 de Agosto, com a missão de apoiar a facilitação do transporte, do trânsito e do comércio no Corredor do Lobito. ALH




