O reforço da cooperação entre Angola e o Brasil para acelerar a diversificação económica através do agronegócio estará no centro do Fórum do Agronegócio Angola–Brasil, que reúne, no próximo dia 12 de Agosto, em Luanda, governantes, empresários, investidores e especialistas dos dois países para discutir estratégias de produção, investimento e exportação.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o presidente do LIDE Angola, Venceslau Andrade explicou que o encontro pretende posicionar Angola como uma plataforma regional de produção agrícola, capaz de abastecer o mercado interno e responder à crescente procura dos mercados africanos. "O nosso objectivo é criar um ambiente de negócios que permita produzir mais em Angola, reduzir a dependência das importações e aumentar as exportações. Queremos que os investidores olhem para Angola como um destino para produzir e não apenas como um mercado consumidor", disse. Venceslau Andrade explicou que a aposta no agronegócio acompanha a estratégia do Executivo angolano de transformar a agricultura num dos pilares da economia nacional. "Estamos alinhados com a visão de diversificação económica do país. O agronegócio representa uma oportunidade para criar riqueza, gerar emprego e combater a pobreza através da produção", sublinhou. Sob o lema "Produzir mais, exportar melhor: caminhos para a diversificação da economia angolana", o fórum pretende discutir toda a cadeia de valor do sector, desde a produção até à comercialização e exportação. Na visão do presidente do LIDE Angola, o país dispõe de vantagens competitivas significativas. "Temos solos férteis, abundância de água, clima favorável e uma posição geográfica estratégica. Se aproveitarmos estes recursos, Angola pode transformar-se num importante centro de produção para abastecer os mercados africanos", referiu. Além da promoção do investimento, continuou, o evento procurará responder a um dos principais constrangimentos enfrentados pelos produtores nacionais: o acesso ao financiamento. Para esse efeito, estarão presentes representantes do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Banco Angolano de Investimentos (BAI), que abordarão mecanismos de apoio financeiro ao sector. "Não basta disponibilizar crédito. É igualmente necessário promover maior literacia financeira para que os recursos sejam correctamente aplicados nos projectos produtivos", defendeu. A organização contabiliza já mais de 730 inscrições, prevendo reunir cerca de mil participantes, entre empresários, investidores, instituições financeiras, representantes governamentais e produtores agrícolas dos dois países. O presidente do LIDE Angola acredita que o principal legado do encontro será criar uma plataforma permanente de aproximação entre o sector público e privado, capaz de estimular novos investimentos, promover a transferência de conhecimento e consolidar o agronegócio como um dos principais motores da diversificação económica de Angola.




