Luanda – A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) registou, entre 2023 e 2025, 383 projectos de investimento privado orçados em 14,6 mil milhões de dólares, anunciou esta terça-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da instituição, Arlindo das Chagas Rangel.
Luanda – A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) registou, entre 2023 e 2025, 383 projectos de investimento privado orçados em 14,6 mil milhões de dólares, anunciou esta terça-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da instituição, Arlindo das Chagas Rangel.
Ao intervir na 4ª edição do “Angola Economic Forum”, sob o tema Diplomacia Económica e Captação de Investimento Directo Estrangeiro, o gestor sublinhou que 69% do montante global aprovado está concentrado no sector da indústria, num valor equivalente a 10 mil milhões de dólares.
Salientou que, na sequência, surgem os sectores da agricultura, serviços, energia, hotelaria e turismo, com impacto expressivo na dinamização do tecido produtivo nacional ao longo dos últimos três anos.
Segundo Arlindo Rangel, dos 383 projectos apurados, 108 já se encontram cem por cento implementados e 185 estão em fase activa de execução, o que representa uma taxa global de concretização de 75%.
Em termos de impacto social e criação de emprego, disse que a carteira de projectos prevê a geração de 101 mil novos postos de trabalho, dos quais 25 mil já foram efectivamente criados.
Esclareceu ainda que o tempo médio para a concretização de um projecto privado é de três anos, variando consoante o seu porte e complexidade.
De acordo com o responsável, o volume de investimento arrecadado resulta da diplomacia económica do país, tendo apontado a China, os Emirados Árabes Unidos e Singapura como as principais origens dos investidores, um indicador da diversificação dos parceiros internacionais de Angola.
Arlindo Das Chagas Rangel sublinhou que a melhoria contínua das infra-estruturas básicas, como estradas, água, energia eléctrica estável e redes de transporte, aliada ao pragmatismo dos empresários, tem sido determinante na atracção de capital privado.
“Se tivermos as condições agrícolas e de infra-estruturas em pleno funcionamento, os investidores tomam as suas decisões de forma mais rápida e natural”, considerou.
A 4ª edição da plataforma Angola Economic Forum 2026 centra-se na temática “Diplomacia Económica e Atracção de Investimento”, traduz-se num espaço de reflexão económica do país, reunindo decisores políticos, instituições multilaterais, o sector privado, a academia, corpo diplomático e a sociedade civil.
Durante quatro dias, serão abordados temas como o posicionamento internacional de Angola no contexto da diplomacia económica, integração regional e no turismo como motor da diversificação económica nacional.
Constam igualmente da agenda de trabalho temas como a “Diplomacia Económica e Captação de Investimento Directo Estrangeiro em Angola” e “Angola e os Estados Unidos da América: investimento, minerais críticos e corredores estratégicos”.OPF/CS




