Os sectores da Agricultura, Pecuária, Pescas, Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Produção de Energia Eléctrica e Indústria Farmacêutica de Angola estão disponíveis para acolher investimentos directos do sector Privado de Omã.
O convite foi feito pelo Presidente da República, João Lourenço, que discursava, na sexta-feira, em Luanda, no quadro da visita de Estado de dois dias do Sultão de Omã, Haitham bin Tariq.
João Lourenço manifestou a expectativa de que a presença do Sultão Haitham bin Tariq em Angola contribua para ampliar e consolidar os passos já alcançados nas relações entre os dois países.
O Presidente angolano defendeu a abertura de missões diplomáticas de Angola e do Sultanato de Omã nos respectivos países, como uma medida importante para o reforço das relações bilaterais.
“Considero importante para o reforço das nossas relações bilaterais, a abertura de uma missão diplomática do Sultanato de Omã em Angola, assim como de Angola em Mascate, Omã, pelo papel que desempenhará na comunicação entre os nossos dois países”, sublinhou.
A evolução das relações entre os dois países ficou marcada por uma dinâmica crescente desde Maio de 2024, quando uma delegação omanita visitou Angola e foram assinados quatro acordos de cooperação nos domínios da Economia, Finanças, Petróleos e Telecomunicações.
“Esse foi o marco a partir do qual foram lançadas as bases da cooperação bilateral, em cujo âmbito se criaram as condições para a visita que efectuei a Omã com bons resultados”, recordou.
Entre os resultados já alcançados, o Presidente angolano opontou a abertura, este ano, em Luanda, do African Bank of Oman, bem como a participação de empresas omanitas nas minas de Catoca e do Luele.
“O início da actividade do banco agregou ao sector Financeiro angolano novas capacidades e espero que venha a ter um papel activo no financiamento da economia nacional por via dos empreendedores angolanos e de empresários do vosso país e da região interessados em fazer investimentos em Angola, em diferentes sectores da Economia”, afirmou João Lourenço.
Novas parcerias com Angola
O Sultão de Omã, Haitham bin Tariq, disse que os acordos e Memorandos de Entendimento assinados durante a visita, com um valor total de mais de 1,4 mil milhões de dólares, criam um forte alicerce e oportunidades duradouras para os dois povos.
Ao discursar no Palácio Presidencial, durante o encontro entre as delegações dos dois Governos, por ocasião da visita de Estado de dois dias a Angola, Haitham bin Tariq encara com grande optimismo as parcerias com Angola nos sectores do Petróleo, Mineração, Segurança Alimentar, Transporte Marítimo e Aéreo, e outros, para a diversificação económica de ambos os países.
O Sultão de Omã encorajou os sectores Público e Privado de ambos os países a manterem os esforços com vista a explorar as oportunidades de parceria, bem como a empoderar os empreendedores para beneficiarem das oportunidades promissoras de negócio e investimento, susceptíveis de prosperidade, segurança e bem-estar, no geral.
“Agora que o Acordo de Programa de Cooperação Técnica foi assinado, espero que os resultados possam se expandir para além do programa, por si só, e trazer benefícios tangíveis para o povo angolano”, afirmou.
Para Haitham bin Tariq, este programa e outras iniciativas vão ajudar a criar laços fortes e duradouros entre os povos dos dois países, e reflectir a estratégia abrangente para a cooperação internacional.
O Sultão de Omã disse ainda que a visita reafirma o forte compromisso e o apoio cabal para o desenvolvimento ulterior das relações entre os dois países, que, no seu ponto de vista, testemunharam um crescimento significativo nos sectores económico, de investimento e de negócios.
“Acompanham-me nesta visita vários ministros responsáveis pelos referidos sectores, que estão ansiosos em explorar mais oportunidades de cooperação”, disse.
Haitham bin Tariq manifestou igualmente a expectativa de que os dois países possam alcançar uma visão conjunta e aumentar significativamente o volume comercial nos próximos anos, uma vez que o nível actual das trocas comerciais ainda não reflecte a força da parceria económica entre Angola e Omã. &




