Luanda - A África deve ter uma maior capacidade para conceber, desenvolver e aplicar soluções espaciais alinhadas com as suas próprias prioridades, defendeu quinta-feira, em Abidjan (Côte d’Ivoire), o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
Luanda - A África deve ter uma maior capacidade para conceber, desenvolver e aplicar soluções espaciais alinhadas com as suas próprias prioridades, defendeu quinta-feira, em Abidjan (Côte d’Ivoire), o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
Ao intervir na primeira edição da feira continental (Africa Space Expo (ASPEX 2026), o governante angolano advogou maior cooperação africana, no sentido de transformar a tecnologia espacial em soluções para o desenvolvimento continental.
“As capacidades existem. Os talentos existem. Precisamos de os conectar, criar mercados e transformar conhecimento em resultados”, reconheceu o ministro.
Durante o primeiro dia do evento, a decorrer até sábado (26), na capital ivoriense, Mário Oliveira apresentou a visão de Angola sobre o papel estratégico das tecnologias espaciais no desenvolvimento económico, na transformação digital e no reforço da cooperação entre os países africanos.
Na ocasião, o ministro destacou o ANGOSAT-2 e o Conecta Angola, que já permitiram a instalação de 43 pontos em universidades, escolas e hospitais e beneficiaram mais de 366 mil pessoas em zonas rurais. O Conecta Angola Comercial conta ainda com 77 provedores de Internet.
Mário Oliveira destacou igualmente a utilização das capacidades do ANGOSAT-2 em Angola, Namíbia, África do Sul, Moçambique e Zâmbia.
A agenda espacial angolana inclui também o primeiro satélite nacional de Observação da Terra de Angola, ANGEO-1, actualmente em desenvolvimento.
A adesão de Angola à aliança internacional Space4Ocean Alliance foi igualmente apresentada no evento de Abidjan como parte dos esforços de cooperação internacional para a utilização de tecnologias espaciais na protecção dos oceanos.
Em nota de imprensa, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social ressalta que a participação de Angola na ASPEX 2026 reflecte uma abordagem que associa ciência, tecnologia, conectividade e inovação às prioridades de desenvolvimento do País e à construção de um ecossistema espacial africano mais integrado. AMC/DC




