Angola apresentou as reformas económicas em curso e as medidas adoptadas para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimento privado, durante o Forbes Africa Day 2026, realizado em Nova Iorque, à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
A apresentação foi feita pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que representou o Presidente da República, João Lourenço, no encontro dedicado à análise das oportunidades de investimento e do desenvolvimento económico em África.
Ao abordar o processo de transformação da economia angolana, o governante destacou os resultados das reformas implementadas desde 2018, com particular realce para as medidas destinadas a reforçar a estabilidade macroeconómica, melhorar o funcionamento do mercado e criar condições para a participação do sector privado.
Entre as reformas mencionadas estão o reforço da independência do banco central, a liberalização do mercado cambial e a adopção de medidas para facilitar a repatriação de capitais e promover a inclusão financeira. Estas acções enquadram-se no processo de ajustamento económico desenvolvido com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI).
José de Lima Massano apresentou, igualmente o desempenho recente da economia nacional, que registou um crescimento homólogo de 8,74 por cento no segundo trimestre de 2026, enquanto o sector não petrolífero cresceu 9,24 por cento no mesmo período.
O investimento directo estrangeiro fora dos sectores do petróleo e do gás, revelou, se aproxima de mil milhões de dólares em 2026, considerando o resultado um dos mais expressivos alcançados pelo país neste domínio.
Diversificação económica
A agricultura, a indústria transformadora, o comércio, as telecomunicações e o turismo foram apontados como sectores com potencial para contribuir para a diversificação da economia e a criação de novas oportunidades de investimento e emprego.
Na sua intervenção, José de Lima Massano sublinhou a necessidade de continuar a melhorar as condições de investimento, através do reforço das infra-estruturas de água, energia, estradas e transportes, bem como da expansão da capacidade logística e aeroportuária.
Leia este artigo na íntegra na edição 1077 do Jornal Economia & Finanças, disponível nas bancas no dia 25 de Setembro de 2026.




