Talatona - O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, defendeu esta segunda-feira, em Luanda, que os investimentos em transportes e logística devem ser encarados como instrumentos de transformação económica, integração regional e melhoria das condições das populações.
Talatona - O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, defendeu esta segunda-feira, em Luanda, que os investimentos em transportes e logística devem ser encarados como instrumentos de transformação económica, integração regional e melhoria das condições das populações.
Ao discursar no acto de abertura da segunda edição do Angola Hub Transport and Logistics Summit, declarou que a construção de ferrovias, portos, aeroportos e plataformas logísticas deve estar associada à criação da actividade económica capaz de gerar emprego, reduzir custos para as empresas e aumentar a capacidade produtiva.
“A conectividade não deve ser um fim em si mesmo”, disse o ministro de Estado, para quem as infra-estruturas devem contribuir directamente para o desenvolvimento económico e social.
Para Dionísio da Fonseca, que falava em representação do Titular do Poder Executivo, a melhoria da conectividade deve favorecer sectores como a agricultura, a indústria, os serviços e o comércio, criando novas oportunidades ao longo das áreas abrangidas pelos grandes projectos de transporte e logística.
Plataforma regional
O ministro de Estado considerou que Angola tem condições geográficas para desempenhar um papel relevante na ligação entre o interior do continente africano, a região da África Austral e os mercados internacionais.
Neste contexto, apontou o desenvolvimento de infra-estruturas e corredores económicos como uma oportunidade para reforçar a integração regional e atrair investimentos.
Defendeu, contudo, que o potencial dos corredores económicos não pode limitar-se às fronteiras nacionais, sendo necessária uma maior articulação entre os países africanos para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias e promover as trocas comerciais.
“A integração regional pressupõe infra-estruturas interligadas, mecanismos de cooperação, procedimentos organizados e condições que facilitem a actividade económica”, sustentou.
Produção nacional
Dionísio da Fonseca defendeu, por outro lado, a necessidade de os grandes projectos de infra-estruturas serem acompanhados com políticas de estímulo à produção nacional, transformação industrial, comércio e prestação de serviços.
Para si, o investimento em infra-estruturas constitui uma condição necessária para o desenvolvimento económico, mas a sua sustentabilidade depende da capacidade de criar actividade económica, atrair empresas e gerar oportunidades.
O ministro de Estado ressaltou ainda a importância da participação do sector privado e das instituições financeiras na mobilização de recursos, competências e soluções para a concretização de projectos de grande dimensão.
Juventude e tecnologia
No seu discurso, Dionísio da Fonseca apontou ainda a participação das novas gerações como um elemento importante para o futuro das economias africanas.
Com efeito, destacou o contributo de empreendedores e startups africanas na introdução de novas soluções tecnológicas, modernização dos serviços e na transformação das cadeias logísticas.
Defendeu, por isso, o reforço da formação de recursos humanos e do desenvolvimento de competências capazes de acompanhar as mudanças tecnológicas e económicas.
Para o governante, os jovens não devem ser vistos apenas como beneficiários do desenvolvimento, mas também como protagonistas da transformação das economias africanas.
O certame, que decorre de 28 a 30 deste mês, sob o lema “Connecting Markets, People and Opportunities”, reúne representantes governamentais, instituições financeiras, investidores e operadores económicos de vários países.
O Angola Hub Transport and Logistics Summit é apresentado como uma plataforma de diálogo entre governos, instituições financeiras, investidores, empresas e outros actores ligados ao sector dos transportes e da logística.
O programa inclui debates sobre integração económica regional, corredores estratégicos africanos, financiamento de infraestruturas, corredores ferroviários e logística multimodal. O Corredor do Lobito surge entre os principais focos do evento. Giz/DC




