Luanda – A Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Minérios de Angola (CCIGPMA) e o Instituto de Levantamento Geológico de Sichuan da China afinaram, terça-feira, em Luanda, estratégias para impulsionar a transformação local de recursos minerais estratégicos, com realce para o cobre e as terras raras.
Luanda – A Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Minérios de Angola (CCIGPMA) e o Instituto de Levantamento Geológico de Sichuan da China afinaram, terça-feira, em Luanda, estratégias para impulsionar a transformação local de recursos minerais estratégicos, com realce para o cobre e as terras raras.
Segundo uma nota de imprensa da instituição enviada esta quarta-feira à ANGOP, a iniciativa visa fortalecer a parceria entre as duas entidades para modernizar o sector mineiro nacional, promover a criação de empregos qualificados e alavancar o desenvolvimento sustentável.
O encontro serviu para identificar novas áreas de cooperação e lançar as bases para a assinatura de futuros acordos bilaterais entre a instituição chinesa, empresas mineiras e instituições académicas angolanas, com destaque para a Universidade Agostinho Neto (UAN).
Os protocolos previstos contemplam o financiamento de projectos, contratos de garantia de escoamento e comercialização no mercado internacional, prestação de serviços geológicos de alta precisão e transferência de tecnologia.
O plano inclui ainda programas de capacitação técnica, formação e intercâmbio científico para estudantes e profissionais angolanos.
O documento destaca que o sector mineiro em Angola regista avanços em projectos de grande escala, como o de terras raras de Longonjo (Huambo), operado pela Ozango Minerais com participação do Fundo Soberano de Angola, focado na extracção de óxidos críticos e metais magnéticos integrados na logística do Corredor do Lobito.
Outro destaque é a Mina de Cobre do Tetelo, que já contabiliza mais de 725 mil toneladas de minério lavrado, com meta de atingir uma capacidade de processamento diário de 13 mil e 200 toneladas e criar mais de 3 três mil e 600 postos de trabalho até 2030.
Na nota, a CCIGPMA reafirma a sua actuação como intermediadora entre o empresariado internacional e as instituições de ensino e exploração no país, visando a consolidação da soberania económica e a industrialização nacional.
A reunião foi liderada pela presidente da CCIGPMA, Isabel Fonseca, e da parte da comitiva chinesa pelo director-geral do Instituto de Levantamento Geológico de Sichuan, Jiang Jun.
O Instituto de Levantamento Geológico de Sichuan é uma instituição de referência especializada em investigação geofísica, geoquímica, cartografia regional avançada e tecnologias de mineração sustentável.OPF/CS




