A cooperação entre Angola e os Estados Unidos da América (EUA) atravessa, actualmente, uma fase de maior convergência estratégica, com as relações bilaterais a abrangerem, para além do sector petrolífero, áreas como infra-estruturas, minerais críticos, agricultura, energia, conectividade digital e desenvolvimento do sector privado.
A avaliação foi apresentada pelo embaixador de Angola nos Estados Unidos, Agostinho Van-Dúnem, durante a abertura do segundo painel do Angola Economic Forum (AEF), onde defendeu o aproveitamento do actual momento de aproximação entre os dois países para a mobilização de investimento e tecnologia.
Segundo o diplomata, a relação entre Angola e os EUA, com 33 anos de percurso, deve evoluir para uma parceria económica mais abrangente, capaz de responder aos interesses estratégicos de ambas as partes. Enquanto os Estados Unidos procuram assegurar recursos naturais para as suas cadeias de abastecimento, Angola pretende atrair capital privado e conhecimento técnico para transformar os recursos disponíveis em produção, emprego e valor acrescentado.
O embaixador apontou o Corredor do Lobito como um dos principais exemplos da nova fase de cooperação.
A infra-estrutura liga Angola à República Democrática do Congo (RDC) e à Zâmbia, constituindo uma plataforma para o transporte de minerais, o reforço do comércio regional e a integração das economias da África Austral e Central.
O projecto tem mobilizado o interesse de parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos.
Em Dezembro de 2025, a Lobito Atlantic Railway assinou um acordo de financiamento de 753 milhões de dólares com a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e o Development Bank of Southern Africa (DBSA), destinado à modernização e reabilitação do corredor.
Leia este artigo na íntegra na edição 1076 do Jornal Economia & Finanças, disponível nas bancas no dia 23 de Setembro de 2026.




