Luanda - Angola foi eleita para um mandato rotativo no Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para o período 2026-2028, integrando o grupo de seis lugares reservados ao continente africano.
Luanda - Angola foi eleita para um mandato rotativo no Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para o período 2026-2028, integrando o grupo de seis lugares reservados ao continente africano.
A eleição acontecreu durante a 70ª assembleia da AIEA, decorrida de 14 a 18 deste mês em Viena, Áustria
O Conselho de Governadores é um dos órgãos de formulação de políticas da AIEA, composto por 35 membros.
Reúne-se para examinar e fazer recomendações à Conferência Geral sobre o programa e o orçamento da AIEA.
Tem ainda por incumbência aprovar acordos de salvaguardas e a publicação das normas de segurança da Agência, assim como nomear o director-geral da organização, com a aprovação da Conferência Geral.
Com essa eleição, Angola passa a integrar o grupo de seis lugares reservados ao continente africano, segundo uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Áustria e da Missão Permanente Junto das Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em Viena.
O evento contou com a participação de representantes dos Estados-membros a diferentes níveis, nomeadamente ministros, vice-ministros, representantes permanentes junto da AIEA e das autoridades nacionais de energia nuclear, organizações internacionais e não-governamentais, cientistas, especialistas do sector nuclear, bem como representantes da indústria nuclear.
Ao intervir na ocasião, a embaixadora de Angola na Áustria, Isabel Godinho, enalteceu os esforços do secretariado da organização no cumprimento dos objectivos da Agência.
Disse que o trabalho não se restringe aos programas de monitoramento das usinas nucleares e dos materiais radioactivos, que no actual contexto internacional constituem ameaça à paz e segurança no mundo.
Apontou que o uso da energia nuclear para fins pacíficos deve continuar a ser uma das prioridades da agenda da AIEA.
Destacou ainda a parceria que Angola tem desenvolvido com a AIEA, no quadro dos programas de cooperação técnica, permitindo o desenvolvimento e consolidação das capacidades nos domínios da saúde humana e animal, agricultura, gestão dos solos e dos recursos hídricos, do ambiente, da formação científica, segurança nuclear e radiológica.
Durante a sua abordagem, reconheceu o contributo da iniciativa “Raios de Esperança”, promovida pela AIEA e que tem sido crucial para Angola no domínio do reforço das infra-estruturas, dos serviços de saúde, da formação e especialização de profissionais e acesso à tecnologias para a prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro.
A diplomata saudou Timor-Leste pela sua adesão à AIEA, constituindo-se no 182º Estado-membro.
Integraram a delegação angolana ao evento, o directores da Agência Reguladora de Energia Atómica (AREA), da Autoridade Nacional de Arma e Desarmamento (ANCAD), do Gabinete Jurídico e Intercâmbio do Ministério da Energia e Águas, e do Instituto Angolano de Controlo de Câncer.
Fizeram ainda parte técnicos dos ministério das Relações Exteriores, das Finanças, da Saúde, do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como da Missão Permanente.
A Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) constitui o principal fórum de definição de políticas da AIEA, actualmente composta por 182 Estados Membros.
Tem como objectivo analisar as actividades desenvolvidas pela Agência, definir as suas prioridades e o seu programa de trabalho, bem como promover programas de cooperação internacional no domínio da utilização pacífica da ciência e tecnologia nucleares.
Angola é Estado-membro da AIEA desde Novembro de 1999 e, no quadro da cooperação com esta organização, as partes assinaram em Março de 2024 o Programa-Quadro Nacional para Angola 2024 - 2029, que consiste num programa de prestação assistência através da transferência de tecnologia e conhecimento nas seguintes áreas de protecção e segurança radiológica, agricultura e alimentação, saúde e nutrição, água e ambiente, indústria e energia. ACC




