Angola consolidou uma carteira de investimentos estimada em 70 mil milhões de dólares para o segmento de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (upstream), numa estratégia destinada a assegurar a sustentabilidade da produção nacional e aumentar a competitividade do sector até 2050.
O montante resulta das reformas regulatórias e fiscais implementadas nos últimos anos e da atribuição de 40 novas concessões petrolíferas entre 2019 e 2025, enquadrando-se na Estratégia de Hidrocarbonetos 2025-2050, actualmente em Consulta Pública.
O documento pretende criar um ambiente mais previsível para os investidores, numa altura em que Angola procura travar o declínio natural dos campos maduros e estimular a descoberta de novas reservas de petróleo e gás.
A produção petrolífera nacional situa-se actualmente em cerca de 1,1 milhão de barris por dia, abaixo do máximo histórico de aproximadamente 1,87 milhão de barris por dia alcançado em 2008, realidade que levou o Executivo a definir novos incentivos para prolongar a vida útil dos activos existentes.
Entre os exemplos desta estratégia, encontra-se o Bloco 15, onde a ExxonMobil desenvolve o projecto Likembe Rehabilitation 2.0, que prevê a ligação de novas acumulações às unidades flutuantes de produção já existentes, permitindo aumentar a recuperação de petróleo com recurso às infra-estruturas instaladas.
Paralelamente, a petrolífera norte-americana prossegue a avaliação do potencial da Bacia do Namibe, após a perfuração do primeiro poço exploratório naquela região, cujos resultados poderão abrir uma nova frente de desenvolvimento da Indústria Petrolífera angolana.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) prepara igualmente novas rondas de licitação para blocos localizados nas Bacias do Cuanza, Benguela e Namibe, reforçando a aposta na expansão da actividade exploratória.
A estratégia contempla a adopção de condições fiscais mais competitivas para incentivar investimentos em campos maduros, a implementação do Plano Director do Gás para aumentar a utilização deste recurso na economia nacional e o reforço do conteúdo local, com a meta de elevar a participação das empresas angolanas na cadeia de fornecimento para 20% até 2027.
Num contexto de forte concorrência internacional pela captação de capitais para o sector Energético, Angola procura posicionar-se entre os mercados mais atractivos de África, através da estabilidade regulatória, do reforço dos incentivos ao investimento e da diversificação das oportunidades de exploração e produção de hidrocarbonetos. &



