O secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, lidera a delegação angolana às 82.ªs Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em representação do ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme.
O encontro decorre de 12 a 18 de Outubro de 2026, em Banguecoque, capital do Reino da Tailândia, sob o lema “Novos Horizontes da Tailândia: Capacitar as Pessoas, Construir Resiliência”.
A delegação angolana integra igualmente o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, e o secretário de Estado para os Sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adilson Catala.
Fazem ainda parte da delegação altos quadros e especialistas dos Ministérios do Planeamento, das Finanças, dos Transportes e da Agricultura e Florestas, bem como do BNA.
A participação de Angola inclui reuniões estatutárias, encontros de alto nível, sessões técnicas de trabalho e debates sobre matérias estratégicas para o desenvolvimento nacional e dos países africanos.
Entre os principais temas em discussão estão o financiamento ao desenvolvimento, o crescimento económico sustentável, a mobilização de capital privado, o desenvolvimento de infra-estruturas, o reforço da cooperação com as instituições financeiras internacionais e os parceiros de desenvolvimento, bem como a valorização do capital humano.
A agenda oficial contempla, entre outros momentos, a Reunião Ministerial do Grupo G24, o Caucus Africano com as lideranças do Banco Mundial e do FMI, o encontro dos governadores africanos com o presidente do Banco Mundial, a reunião do Comité de Desenvolvimento e a sessão plenária das Reuniões Anuais das duas instituições.
As reuniões deverão igualmente abordar os principais desafios da economia mundial e as perspectivas de um crescimento mais sustentável, resiliente e inclusivo.
Neste quadro, estarão em destaque questões como a mobilização de capital privado, a criação de emprego, a inovação tecnológica, a inteligência artificial e o reforço da resiliência económica, consideradas determinantes para a transformação das economias e a promoção de um desenvolvimento mais inclusivo.
Para Angola, a participação no encontro representa uma oportunidade para acompanhar e contribuir para os debates sobre a evolução e as perspectivas da economia mundial, bem como apresentar as prioridades dos países em desenvolvimento em matéria de financiamento e cooperação internacional.
A presença da delegação angolana deverá também proporcionar espaço para aprofundar o diálogo institucional com o Banco Mundial, o FMI e outros parceiros de desenvolvimento, além de partilhar os desenvolvimentos económicos recentes do país, num contexto mundial marcado por incertezas e riscos.
A nível bilateral e multilateral, a participação permitirá estreitar a articulação com outros países africanos, apresentar as prioridades nacionais nas discussões internacionais e identificar novas oportunidades de cooperação, investimento e mobilização de recursos destinados ao financiamento das prioridades de desenvolvimento de Angola.
As Reuniões Anuais constituem, assim, uma plataforma relevante para Angola consolidar a sua participação no debate económico internacional, defender os interesses dos países africanos e aprofundar parcerias orientadas para o crescimento económico, a diversificação da economia e o desenvolvimento sustentável.




