Angola quer iniciar exploração de nióbio

A exploração nióbio na região do Bonga, província da Huíla, está na fase final de preparação para o arranque da produção.
A operação é considerada estratégica para a diversificação da economia nacional e para o reforço da posição de Angola no mercado global de minerais críticos, altamente procurados pelas indústrias de alta tecnologia e metalurgia. O facto foi confirmado por técnicos do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) após uma avaliação ao projecto mineiro Niobonga. A inspecção concluiu que estão reunidas as condições para o início da actividade, recomendando apenas melhorias pontuais em matéria de segurança operacional. Segundo o director de Relações Públicas da empresa, Capitão Aremes, os preparativos estão praticamente concluídos. O porta-voz explicou que o projecto representa um forte investimento para o sector e prevê a criação de aproximadamente mil postos de trabalho, dos quais 80% serão preenchidos por jovens naturais da comunidade local, no município de Quilengues. Com o início da extracção comercial na província da Huíla, Angola prepara-se para ingressar no restrito e estratégico grupo de produtores globais de nióbio, quebrando o quase monopólio do mercado internacional. Este supermineral, cujas reservas locais estimadas em Quilengues ultrapassam as 14 milhões de toneladas, recebeu um investimento inicial superior a 100 milhões de dólares para a montagem de toda a sua infra-estrutura táctica. O nióbio assume um papel crucial no desenvolvimento industrial moderno, sendo matéria-prima indispensável para a manufactura de ligas metálicas de alta resistência usadas em turbinas a jato, componentes aeroespaciais, mísseis e na engenharia automóvel.


