Aviação emprega mais de oito mil profissionais

A aviação civil angolana emprega actualmente mais de 8.300 profissionais, dos quais cerca de 28,5% são mulheres, informou, terça-feira, em Luanda, o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, na abertura da 3.ª Edição da Cimeira Global de Género da Aviação da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) 2026, que decorre até quinta-feira.
Ricardo d’Abreu afirmou um crescimento sustentado da presença feminina em cargos de direcção, gestão e liderança, acompanhado por programas estruturados de inclusão, formação e valorização do capital humano. Apesar desse avanço, o ministro apontou a necessidade de atrair mais mulheres para áreas técnicas altamente especializadas, como engenharia aeronáutica, manutenção mecânica, navegação aérea, inspecção e investigação. Para reverter o cenário actual, o governante defendeu que as instituições devem criar políticas públicas focadas em formação, investimento e numa regulação que promova uma verdadeira igualdade de oportunidades. “O diagnóstico nacional identifica precisamente estas prioridades e enquadra-as numa estratégia de longo prazo para reforçar a participação feminina e o desenvolvimento do capital humano até 2030”, explicou. Ricardo d’Abreu sublinhou ainda que a confiança no sector se constrói com competência, disciplina e rigor, e “nunca com base no género”. O fórum, que decorre sob o lema “Promovendo a Aviação por meio do Empoderamento das Mulheres”, é reconhecido internacionalmente como a ICAO Global Aviation Gender Summit. Sendo o maior encontro global dedicado à igualdade de género na aviação civil, o evento reúne governantes, decisores políticos e especialistas de todo o mundo para discutir o papel estratégico do transporte aéreo. Sob a óptica do desenvolvimento nacional, os painéis focam-se em transformar a aviação num instrumento ainda mais robusto de coesão territorial, permitindo a ligação eficiente entre as províncias e facilitando o comércio interno. Além disso, a cimeira funciona como uma plataforma para alinhar as políticas de transporte com as metas de integração regional da SADC e do continente africano, abrindo novas rotas comerciais e consolidando Luanda como um importante hub logístico. No plano doméstico, o fortalecimento deste sector actua como um catalisador para o desenvolvimento económico de Angola, impulsionando a atracção de investimento estrangeiro directo, fomentando o turismo e gerando empregos de alta qualificação técnica para a juventude.


