Talatona – Angola registou uma redução das importações de bens alimentares em cerca de 595 milhões de dólares, entre 2022 e 2025, enquanto a utilização da capacidade industrial instalada aumentou de 31% para 54%, informou, esta terça-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Bráulio Augusto.
Talatona – Angola registou uma redução das importações de bens alimentares em cerca de 595 milhões de dólares, entre 2022 e 2025, enquanto a utilização da capacidade industrial instalada aumentou de 31% para 54%, informou, esta terça-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Bráulio Augusto.
Os dados foram apresentados durante a abertura da Feira da Produção Angolana (FEPA 2026), que coloca o financiamento, o acesso aos mercados e a competitividade das empresas no centro da diversificação económica.
Na ocasião, Bráulio Augusto defendeu uma maior articulação entre o Estado, a banca e o sector empresarial, com vista a impulsionar a produção nacional, criar empregos e aumentar as exportações não petrolíferas.
Segundo o responsável, no mesmo período, as exportações petrolíferas registaram um crescimento de 66%, enquanto a utilização da capacidade industrial instalada passou de 31% para 54% e as importações de bens alimentares diminuíram cerca de 595 milhões de dólares.
Neste contexto, destacou que, na perspectiva do Ministério da Indústria e Comércio, esses resultados demonstram avanços importantes, mas também evidenciam a necessidade de aproveitar melhor a capacidade industrial existente, aumentar a transformação local e criar condições para que as empresas angolanas se tornem mais competitivas.
Acrescentou que a feira destaca quatro áreas, prioritárias, nomeadamente agricultura, logística, indústria e exportação e quatro alavancas de crescimento: financiamento, acesso aos mercados, capacitação e parcerias.
Acrescentou que a cooperação entre o Estado, a banca e o sector empresarial é indispensável para criar um ambiente favorável ao investimento, promover a qualidade dos produtos nacionais e facilitar a sua circulação e comercialização.
Bráulio Augusto considerou que as micro, pequenas e médias empresas constituem um dos pilares do tecido produtivo nacional e uma fonte fundamental de emprego, sobretudo para os jovens e as mulheres.
O responsável destacou, igualmente, o papel do INAPEM na capacitação, na assistência técnica e na preparação dos negócios para responder às exigências do mercado e aceder ao financiamento.
Afirmou ainda que a Zona de Comércio Livre Continental Africana representa uma oportunidade estratégica para as empresas angolanas, mas exige produtos competitivos, qualidade certificada, preços atractivos e regularidade no abastecimento.
Com a abertura oficial da FEPA 2026, Angola fortalece a aposta na transformação da produção nacional em negócios sustentáveis, na criação de emprego e na conquista de novas oportunidades nos mercados africanos e internacionais.
A Feira da Produção Angolana (FEPA 2026) é uma iniciativa do Standard Bank Angola que reúne produtores, empresários, instituições públicas, parceiros de desenvolvimento e agentes do sector financeiro, com o objectivo de aproximar a produção do financiamento e dos mercados. MAM/GIZ/QCB




