Associação conta com 200 membros e aposta na profissionalização

A Associação das Empresas Prestadoras de Serviços à Indústria Petrolífera Angolana (AECIPA) duplicou a sua base de associados no espaço de um ano, passando de 87 para mais de 200 empresas, resultado que a direcção considera um sinal de fortalecimento institucional e da crescente representatividade do conteúdo local na Indústria Petrolífera.
O balanço foi apresentado pelo presidente da associação, Bráulio de Brito, durante a Assembleia Geral de Membros (AGM 2026), em que defendeu uma nova etapa de profissionalização da organização a fim de responder aos desafios do sector. Segundo o responsável, o crescimento do número de associados reforça a legitimidade da associação na defesa dos interesses das empresas angolanas prestadoras de serviços, embora reconheça que continuam a existir desafios importantes. Entre as prioridades identificadas, está a criação de uma estrutura de gestão mais profissional, com equipas permanentes e maior capacidade técnica para prestar apoio aos associados e representar o sector junto das entidades públicas e privadas. Bráulio de Brito afirmou que a associação pretende continuar a expandir a sua base de membros, promovendo o fortalecimento do conteúdo local e criando condições para aumentar o volume de negócios das empresas nacionais. Na sua visão, o desenvolvimento sustentável da Indústria Petrolífera depende igualmente da intensificação da transferência de tecnologia, considerada essencial para elevar a eficiência operacional, melhorar os padrões de segurança e aumentar a competitividade das empresas angolanas. O presidente da AECIPA defendeu ainda o reforço da cooperação com o Estado na definição de um quadro regulatório mais estável e favorável ao investimento, capaz de estimular o crescimento das empresas prestadoras de serviços. Durante o encontro, destacou que a realização regular da Assembleia Geral constitui um importante instrumento de boa governação, permitindo apresentar os resultados financeiros e operacionais da associação e reforçar o compromisso de transparência perante os membros. Apesar dos avanços registados, Bráulio de Brito identificou como um dos principais desafios das empresas nacionais a dificuldade de acesso a contratos na cadeia de valor da Indústria Petrolífera. Segundo o gestor, o crescimento do sector deve ser acompanhado por uma aposta contínua na qualificação dos recursos humanos. “Não se trata apenas de aumentar o número de postos de trabalho, mas de garantir que os técnicos angolanos estejam cada vez mais capacitados e preparados para responder às exigências do sector”, realçou. O responsável defendeu igualmente a criação de mecanismos que facilitem o acesso ao financiamento, considerando que uma maior robustez financeira permitirá às empresas nacionais investir em tecnologia, expandir a actividade e competir em melhores condições no mercado petrolífero angolano. &


