Lucro líquido da Angola Telecom atinge 14,2 mil milhões de kwanzas

A empresa pública de telecomunicações Angola Telecom registou um crescimento histórico de 6.017% no seu resultado líquido durante o Exercício Económico de 2025. De acordo com o relatório e contas do ano em referência, os lucros da operadora ascenderam para 14,2 mil milhões de kwanzas.
O salto expressivo nos lucros da Angola Telecom foi sustentado por uma gestão rigorosa orientada para a eficiência e optimização dos recursos disponíveis. Os resultados operacionais da empresa cresceram 17%, fixando-se nos 77 milhões de kwanzas. Consultado pelo Jornal de Economia & Finanças (JEF), documentos financeiros da empresa demonstram que o crescimento ocorreu em paralelo com uma redução de 7% nos custos operacionais, que se situaram em 16 556 milhões de kwanzas no fecho do ano. Adicionalmente, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cifrou-se em 7, 6 mil milhões de kwanzas, progredindo 12% em termos homólogos. Os indicadores de balanço da Angola Telecom reflectem de igual modo a melhoria na estrutura de capital da organização. A liquidez geral da empresa registou um incremento de 4 pontos percentuais (p.p.), atingindo uma taxa de 22% em 2025. Entretanto, a rentabilidade dos activos fixou-se em 13%, traduzindo um ganho expressivo de 13 pontos percentuais face ao ano anterior. O reforço da capacidade de geração de caixa permitiu estabilizar a tesouraria e criar bases financeiras robustas para o plano de investimentos traçado para 2026. EFICIÊNCIA OPERACIONAL ALAVANCA RESULTADOS A análise detalhada dos fluxos financeiros e das demonstrações contabilísticas da operadora demonstra que a reviravolta nos indicadores líquidos foi reflexo directo de uma reestruturação profunda nos processos de governação corporativa. Historicamente fustigada por desequilíbrios estruturais e por uma pesada herança de custos fixos, a empresa pública conseguiu, ao longo de 12 meses, inverter uma tendência que se arrastava por vários exercícios económicos. A diminuição drástica dos custos operacionais para a fasquia dos 16 556 milhões de kwanzas ‘prova’ que os mecanismos de controlo interno foram aplicados em todas as direcções de suporte e operacionais da companhia. A contenção de despesas operacionais não comprometeu a manutenção das infra-estruturas críticas, permitindo, pelo contrário, libertar margem para que o resultado operacional escalasse de forma sustentada até aos 77 milhões de kwanzas. Os dados demonstram que a companhia atingiu um ponto de viragem na sua maturidade institucional, conseguindo equilibrar a sua balança comercial e extrair rentabilidade operacional. &


