O Executivo angolano vai continuar a imprimir esforços no sentido de estimular o surgimento de novos produtores e atrair mais investidores para o sector agrícola, para que o país produza em grande escala e se torne auto-suficiente, afirmou, na última sexta-feira, no Icolo e Bengo, o ministro da Agricultura e Florestas.
Isaac dos Anjos falou à imprensa no final de uma visita de constatação à primeira edição da Feira de Agronegócios “Agritech Show Luanda 2026”, realizada no projecto agroindustrial Fazenda Quiminha, no município de Cabiri.
Segundo o ministro, Angola tem condições favoráveis para deixar de importar muitos produtos alimentares, particularmente os da cesta básica. Sublinhou que Angola é auto-suficiente em produtos como batata-doce, mandioca, café, limão, banana, além de outras frutas e hortícolas, sem, no entanto, haver necessidade de depender de terceiros.
A existência de condições como terras aráveis e disponíveis e também de recursos hídricos para que os outros produtos possam dar resposta à procura do mercado foi referenciada pelo ministro da Agricultura e Florestas como crucial, bastando que se garantam maiores investimentos e o surgimento de mais produtores.
Sobre o aumento da produção, este passa, necessariamente, pela atracção de mais investimentos e, para isso, o Executivo está a abrir o mercado, seja aos nacionais assim como aos estrangeiros.
Segundo Isaac dos Anjos, a produção nacional em grande escala e a segurança alimentar constituem duas prioridades do seu pelouro, sendo, por esse motivo, necessário a abertura do mercado ao investimento.
“A actual geopolítica mundial, que é actualmente caracterizada por conflitos, deve estimular esse investimento para que possamos entrar no campo da produção em grande escala”, disse o governante.
A “Agritech Show Luanda 2026” encerrou ontem e tratou-se de uma feira de exposição de equipamentos agrícolas. Participaram 60 produtores locais e investidores ligados ao agronegócio, com o objectivo de exibir o potencial de produção, assim como a captação de investimentos e a adopção de novas tecnologias agrícolas.




