A primeira Fábrica de Soda Cáustica e Hipoclorito de Sódio, financiada pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), no montante de 24,8 milhões de euros, iniciou as operações, no município da Baía Farta, em Benguela. Denominada “Calombolo Química”, do Grupo Adérito Areias, a fábrica permitiu a criação de 45 postos de trabalho directos.
Implantada numa área de aproximadamente 5.000 metros quadrados, a unidade fabril possui uma capacidade anual de produção estimada em 50.370 toneladas, incluindo soda cáustica nas concentrações de 32% e 50%, hipoclorito de sódio e ácido clorídrico a 33%.
A implementação da fábrica da Calombolo Química é um investimento estruturante para o reforço da Indústria Química nacional e a diversificação da economia angolana.
Inaugurada, na quinta-feira, pelo governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, no âmbito do Dia do Herói Nacional, o projecto materializa a instalação da primeira unidade industrial do país dedica à produção de cloro-álcalis e constitui um investimento estruturamente para o reforço da capacidade produtiva interna.
O financiamento foi concedido, no âmbito da linha de crédito do Deutsche Bank, operacionalizada pelo BDA, e permitiu a concretização de uma unidade industrial vocacionada para a produção de insumos destinados a diferentes sectores da Economia.
Capacidade produtiva
De acordo com PCA do BDA, Leonel da Silva, a entrada em funcionamento da fábrica representa um passo para o aumento da capacidade produtiva nacional, redução da dependência de produtos importados e fortalecimento das cadeias de valor internas.
Os produtos fabricados pela Calombolo Química destinam-se a sectores considerados estratégicos, entre os quais o tratamento de Água e Saneamento, Indústria Petrolífera, Mineração, Indústria Alimentar e Têxtil, Agricultura, Construção Civil e Produção de Detergentes e outros produtos de Limpeza.
Os produtos que começam a ser fabricados constituem insumos estratégicos para diversos sectores da Economia, designadamente o tratamento de Água e Saneamento, o sector Petrolífero e de Gás, a Mineração, as Indústrias Alimentar e Têxtil, a Agricultura, a Construção Civil e a Produção de Detergentes e outros produtos de Limpeza.
Para o BDA, a produção destes insumos em território nacional deverá contribuir para aumentar a oferta no mercado interno, reduzir a necessidade de importações e melhorar a competitividade das empresas que dependem destes produtos como matérias-primas ou insumos.
A instituição financeira considera que o projecto materializa a sua missão de transformar recursos financeiros em capacidade produtiva, emprego e valor acrescentado para a economia nacional.
Leonel da Silva destacou igualmente o reforço da proximidade com os promotores dos projectos financiados, através de acompanhamento técnico e monitorização dos investimentos, com o objectivo de garantir que os recursos disponibilizados se traduzam efectivamente em produção e resultados económicos.
Segundo Leonel da Silva, a avaliação dos resultados dos investimentos financiados constitui também uma componente importante da prestação de contas, permitindo aferir o impacto dos projectos em áreas como Produção, Emprego, Rendimento e Desenvolvimento Económico e Social.
Para além do impacto industrial, o empreendimento inaugurado deverá criar novas oportunidades de emprego e rendimento, particularmente para jovens e mulheres, contribuindo para o dinamismo económico da província de Benguela e das regiões envolventes.
“A concretização da fábrica evidencia ainda a importância da articulação entre instituições financeiras, investidores privados, fornecedores internacionais e entidades públicas na viabilização de projectos de natureza estruturante”.
Reafirmou o compromisso de continuar a financiar projectos economicamente sustentáveis, com foco na diversificação da economia, promoção da produção nacional e criação de emprego, tendo a Agricultura e a Indústria como sectores fundamentais para o desenvolvimento económico do país. &




