O país vai registar uma melhoria, nas próximas três a quatro semanas, no abastecimento de combustível e de gás butano, revertendo a actual redução na disponibilidade destes produtos.
Esta informação consta do comunicado final do recente XIII Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), realizado em Malanje.
O encontro contou com a participação de responsáveis institucionais, quadros técnicos e representantes de empresas públicas e privadas ligadas aos diferentes segmentos do sector.
Orientado pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, o encontro permitiu avaliar, também, as principais realizações e potencialidades da província de Malanje.
No domínio dos combustíveis, analisaram-se as dificuldades registadas no fornecimento e comercialização de derivados de petróleo no mercado nacional, visto que o sistema de distribuição é, actualmente, suportado por instalações de armazenamento com capacidade global de 1,2 milhão de metros cúbicos e uma rede de 919 postos de abastecimento em funcionamento.
Segundo o Ministério, o crescimento territorial, resultante da mais recente Divisão Político-Administrativa, com a criação de novas províncias e municípios, exige a construção de mais postos de abastecimento para acompanhar o crescimento da procura e garantir maior cobertura do território nacional.
O documento aponta que a legislação em vigor permite a liberalização de várias actividades no domínio da distribuição e comercialização de combustíveis, incluindo a construção e exploração de postos, acção que permite a abertura de espaços para uma maior participação do sector privado.
Segundo o referido comunicado, as dificuldades de abastecimento resultam de factores estruturais e conjunturais, agravados pelos conflitos no Médio Oriente, que contribuíram para o aumento global dos preços dos derivados de petróleo e dos custos de transporte.
Internamente, a situação foi pressionada por um crescimento de 20 por cento na procura dos consumidores. Para responder ao problema, foi desenvolvido um plano de emergência que já está a contribuir para atenuar as irregularidades no abastecimento. A previsão é que a situação seja progressivamente normalizada em todo o território nacional no prazo de três a quatro semanas, desde que estejam disponíveis os recursos financeiros necessários.
Na reunião, recomendou-se o reforço da desconcentração de competências no subsector dos Petróleos e Gás, matéria apresentada pelo Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), com vista a tornar mais eficiente a resposta institucional aos desafios identificados.



