O Banco de Desenvolvimento da África do Sul (BDAS) garantiu o financiamento para fornecimento de gás natural ao Complexo Industrial de Fertilizantes, que está a ser construído no município do Soyo, província do Zaire, cuja execução física está na ordem dos 45 por cento.
A informação foi avançada ao Jornal de Angola pelo administrador executivo da OPAIA, Adriano Lamas, integrante do consórcio AMUFERT. A declaração surgiu após a visita de uma comitiva financeira do BDAS, liderada por Chuene Ramphele, às futuras instalações do Complexo Industrial de Fertilizantes do Soyo, no último sábado. Após a visita às obras, Adriano Lamas adiantou que a equipa de técnicos do BDAS concluiu haver condições objectivas para o financiamento do fornecimento de gás natural, principal matéria-prima para o funcionamento do Complexo Industrial. Além da vistoria às futuras instalações do Complexo, os técnicos financeiros do BDAS também visitaram pontos estratégicos da região. A comitiva deslocou-se à Base do Kwanda (suporte logístico das indústrias petrolíferas), à Empresa Portuária do Soyo, ao Projecto de Gás Natural “Falcão 2” e à estação de captação de água do Complexo Industrial. O BDAS, vale notar, integra o consórcio financeiro liderado pelo Afreximbank. No local, os representantes bancários acompanharam a aplicação dos recursos financeiros disponibilizados. A comitiva aproveitou também para avaliar o compromisso dos promotores com a execução da infra-estrutura, garantindo o cumprimento dos objectivos, benefícios e prazos estabelecidos. Segundo Adriano Lamas, a delegação financeira do BDAS deixou o Soyo com excelentes impressões, o que selou a garantia do financiamento para o fornecimento de gás natural. A comitiva constatou, ainda, que o projecto conta com uma sólida rede de infra-estruturas complementares e parceiros estratégicos no mercado nacional, como a Base do Kwanda e o Projecto Falcão 2. O consórcio AMUFERT resulta de uma parceria entre o Grupo OPAIA e a Sonangol. O projecto conta com o financiamento do Afreximbank, banco responsável pela mobilização de cerca de 2,2 mil milhões de dólares destinados à construção da unidade industrial. Com a entrada em funcionamento, o Complexo Industrial de Fertilizantes do Soyo terá capacidade para produzir cerca de 1,3 milhões de toneladas de ureia por ano, o que corresponde a aproximadamente quatro mil toneladas diárias.




