Luanda – Um contrato para transferência de uma carteira de crédito mal parado de 434 entidades foi formalizado esta terça-feira, em Luanda, entre o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e a Recredit, Gestão de Activos.
Luanda – Um contrato para transferência de uma carteira de crédito mal parado de 434 entidades foi formalizado esta terça-feira, em Luanda, entre o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e a Recredit, Gestão de Activos.
A carteira de crédito mal parado está avaliada em 261,92 mil milhões de kwanzas.
O acordo foi oficializado hoje à margem da 5.ª sessão extraordinária da Equipa Económica, presidida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, e que apreciou os relatórios de desempenho das instituições financeiras públicas.
Com este instrumento, a Recredit propõe-se recuperar esses activos improdutivos, visando a sustentabilidade do sistema financeiro nacional.
A iniciativa, segundo presidente da Comissão Executiva do BDA, João Quintas, visa ainda reduzir a elevada taxa de incumprimento da carteira de crédito do BDA, de 57% para 30% até final do ano.
Busca-se, igualmente, sanear a carteira do banco no âmbito da sua reestruturação, para que seja mais sólido, reduza os riscos de mercado e atraia mais linhas de financiamento, conforme o gestor.
Por sua vez, a presidente do Conselho de administração da Recredit, Mirian Ferreira, explicou que, numa primeira fase, vão primar por uma recuperação extrajudicial, sendo que a via judicial será accionada sempre que necessária.
Acrescentou que a instituição pretende ajudar o BDA a dedicar-se ao financiamento à economia real.
Financiamento à projectos estruturantes
Na sequência, o Banco de Desenvolvimento de Angola assinou memorandos de
Entendimento com empresas que desenvolvem projectos em áreas estratégicas da economia nacional.
Os acordos têm um valor total de 30 mil milhões de kwanzas.
O primeiro foi firmado com a empresa Every Where Angola, para o desenvolvimento de
Uma unidade industrial de produção de óleo bruto de soja, com a integração de matéria-
Prima proveniente de produtores financiados pelo BDA.
Com a Nova Fumetal, a parceria está centrada na implementação de uma unidade metalúrgica destinada à produção de equipamentos e máquinas para o sector agrícola, contribuindo para o reforço da capacidade industrial nacional e para a mecanização da agricultura.
Já com a empresa Virtus Honos Trading, o acordo visa a
Produção e comercialização de polpas de frutas, para promover a transformação da produção
Agrícola nacional e valorizar a respectiva cadeia de valor.
Entre os acordos, destaca-se ainda um tripartido entre o BDA, o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) e a empresa LUMINA – Spargere, destinado à articulação institucional em torno do
Projecto Kahosi Agroindustrial e de outras iniciativas agro-industriais de interesse comum.
O projecto prevê a instalação de quatro unidades agro-industriais de média escala, destinadas à transformação de matérias-primas agrícolas
Produzidas localmente.
FADA elimina a exigência de documentos nos
Processos de crédito
O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário assinou, na mesma ocasião, cinco assinou cinco memorandos de entendimento, dois dos quais directamente orientados para a simplificação dos processos de crédito e para a criação de condições que permitam eliminar a exigência de apresentação de documentos emitidos pela Direcção Nacional de Identificação, Registos e Notariado (DNIRN) e o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
A iniciativa objectiva facilitar a formalização dos beneficiários e dos projectos, reforçar a protecção social, melhorar a articulação entre os mecanismos de financiamento e apoiar o desenvolvimento das cadeias de valor agrícola e aquícola.
O FADA formalizou também oito contratos de financiamento destinados à projectos de avicultura, suinicultura, produção agrícola e transformação agro-industrial nas províncias do Cuanza-Sul, Huambo, Cabinda e Icolo e Bengo. ACC/QCB




