Luanda - O analista financeiro Edmilson Pimentel considerou esta quarta-feira que a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) se tem revelado uma alternativa para o Estado e as empresas angolanas captarem financiamento para o sector produtivo nacional.
Luanda - O analista financeiro Edmilson Pimentel considerou esta quarta-feira que a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) se tem revelado uma alternativa para o Estado e as empresas angolanas captarem financiamento para o sector produtivo nacional.
Contrariamente ao antigo modelo de financiamento por via exclusiva do crédito bancário, salientou que o mercado de acções tem atraído cada vez mais liquidez, mediante a negociação de títulos e emissão de obrigações.
Em entrevista à ANGOP, sublinhou que, desde a criação da BODIVA, os bancos, seguradoras e fundos têm onde aplicar com mais segurança, rentabilidade e os investidores particulares encontraram uma nova opção de investimentos.
Para si, uma empresa cotada em Bolsa ganha valorização e se destaca no mercado, além de ter a possibilidade de se rentabilizar logo à entrada no mercado secundário, onde transacciona directamente com investidores.
O também contabilista destacou o papel da BODIVA na criação de emprego, destacando que as empresas cotadas abrem espaço para outras organizações que observem mais mão-de-obra e promovem o crescimento do sector produtivo.
Apesar da marcha ascendente do mercado accionista, defendeu o reforço da literacia financeira dos agentes económicos, por considerar que muitos ainda se atraem pelo nome, em vez do histórico financeiro da empresa.
Apontou igualmente para a necessidade de criação de um segundo mercado na BODIVA reservado às Pequenas e Médias Empresas (PME), com regras mais leves.
A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) foi criada a 2 de Julho de 2014, através do Decreto Presidencial n.º 97/14, iniciando as suas operações efectivas no final desse mesmo ano, concretamente a 19 de Dezembro.
Actualmente, seis empresas estão cotadas no Mercado de Bolsa de Acções, nomeadamente o Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco Caixa Geral Angola (BCGA), a Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), Banco de Fomento Angola (BFA), a operadora de telefonia móvel Unitel e a própria BODIVA.
Está em curso a Oferta Pública de Venda de acções do Standard Bank de Angola.
Trata-se de uma Oferta Pública de Venda de 4 760 000 acções ordinárias, escriturais e nominativas, representativas de 34% do capital social do banco.
A operação iniciou no dia 11 deste mês e encerra a 25, prevendo-se que sejam admitidas à negociação 14 000 000 de acções, com o preço por acção a rondar os 41 220,00 e 50.000,00 kwanzas.ACC/CS




