O Brasil vai investir, em Angola, 100 milhões de dólares, até ao final do ano, para o cultivo de 50 mil hectares de cereais em larga escala, revelou o adido Agrícola da Embaixada do Brasil em Angola, José Guilherme.
O responsável que falava, recentemente, em entrevista ao Jornal de Economia & Finanças (JEF), destacou que o milho, o feijão e a soja fazem parte dos produtos que contam neste processo de produção.
José Guilherme declarou que estas iniciativas além de consolidar e criar cada vez mais um ambiente de cooperação económica, vai permitir que os investimentos de empresas brasileiras no país, sirvam para o fortalecimento local da cadeia produtiva.
Neste sentido, disse, os Governos dos dois países têm demonstrado dedicação na mobilização dos financiamentos bancários, sobretudo, em termos de segurança jurídica, cabendo apenas, neste contexto, a tomada de decisão da classe empresarial para desenvolverem os seus projectos nos respectivos Estados.
O governante anunciou que o Brasil tem feito um grande investimento consolidado na produção de genética de pinto de um dia, através do banco genético West Aves.
Ao mesmo tempo, considerou que o seu país dispõe de experiências em matéria de Agro-negócio, desde a produção, transformação até à comercialização, sublinhando que existem ainda diferentes operadores económicos brasileiros a trabalharem no comércio de insumos e assistência técnica aos produtores angolanos.
Para além das várias oportunidades e o ambiente de negócio favorável no país, o adido Agrícola da Embaixada do Brasil, ressaltou que o país sul-americano tem fortes preferências por Angola em função da disponibilidade de terra, a afinidade cultural, a relação pacífica muito fluida entre ambos países.
Nesta altura, de acordo com o responsável, o mercado angolano conta com cerca de 40 empresas brasileiras do sector, tendo avaliado o processo de diversificação da economia levado a cabo pelo Executivo angolano como um “grande momento de evolução no ramo agrícola”.
José Guilherme reconheceu ainda os resultados positivos alcançados no sector com a implementação de vários projectos de apoio à melhoria da produção familiar como o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), as escolas de campo e outros.
Apontou como desafio do sector à necessidade de se ter financiamento mais fluido e as queimas de florestas como aspectos que impedem o crescimento da actividade agrícola. &




