A cadeia de frio da Plataforma Logística da Caála, na província do Huambo, deverá movimentar cerca de cinco mil toneladas de produtos agrícolas no primeiro ano de funcionamento, capacidade que poderá aumentar para entre sete mil e 10 mil toneladas anuais a partir do segundo ano.
Os dados foram avançados pelo secretário de Estado para os Transportes, Jorge Bengue, durante o acto inaugural da infra-estrutura, que representa um investimento global de 2,5 milhões de dólares.
O governante explicou que do montante investido, 1,5 milhão de dólares é financiado pelo Banco Mundial, através do projecto Diversifica Mais, enquanto o Estado angolano, por via da Agência Reguladora e de Certificação de Carga e Logística (ARCCLA), assegura um milhão de dólares.
A infra-estrutura, segundo o responsável, foi concebida para responder a uma das limitações da cadeia de comercialização agrícola, relacionada com a conservação dos produtos após a colheita.
Segundo Jorge Bengue, a solução agora inaugurada deverá gerar cerca de 50 postos de trabalho na fase inicial, onde a solução definitiva da plataforma prevê uma capacidade de empregabilidade superior, com cerca de 400 empregos directos e mil indirectos.
PRODUÇÃO E MERCADO
De acordo com o secretário de Estado, o projecto resultou também de um trabalho de levantamento do potencial agrícola da região realizado em cooperação com os Países Baixos.
“Foram visitadas 83 explorações agrícolas, das quais 23 foram identificadas com condições para integrar a primeira fase de desenvolvimento da plataforma”, frisou.
A infra-estrutura, esclareceu, passa a prestar serviços aos produtores e operadores económicos, para se criar condições para conservar produtos agrícolas antes do transporte e comercialização.
“A intenção é reduzir as perdas pós-colheita e melhorar a qualidade dos produtos colocados no mercado”, acrescentou. Jorge Bengue defendeu que o desenvolvimento da agricultura não se deve limitar ao aumento da produção, devendo incluir igualmente soluções de armazenamento, conservação, transporte e comercialização.
“A localização da Plataforma na Caála acrescenta ainda uma componente logística relacionada com o Corredor do Lobito, considerado uma das principais vias de ligação entre as zonas de produção do interior e os mercados nacionais e internacionais”, sustentou.
A expectativa, continuou, é que a plataforma possa contribuir para uma maior integração da produção agrícola do Huambo nas cadeias de distribuição, criando condições para que os produtores tenham acesso a mercados com maiores exigências de conservação e qualidade. &
“Solução inaugurada deverá gerar cerca de 50 postos de trabalho na fase inicial, onde a solução definitiva da plataforma prevê uma capacidade de empregabilidade superior, com cerca de 400 empregos directos e mil indirectos.”
JORGE BENGUE, SECRETÁRIO DE ESTADO PARA OS TRANSPORTES




