Talatona - A Câmara de Minas de Angola quer a transformação de títulos mineiros em negócios exequíveis e rentáveis, mediante capacitação de investidores e outros operadores do sector.
Talatona - A Câmara de Minas de Angola quer a transformação de títulos mineiros em negócios exequíveis e rentáveis, mediante capacitação de investidores e outros operadores do sector.
A pretensāo foi defendida esta terça-feira, em Luanda, pelo vice-presidente da Câmara de Minas de Angola, José Calamba, durante a abertura da formação de quatro dias sobre como "Transformar direitos mineiros em projectos estruturados, financeiros, produtivos e preparados para investidores."
Ao falar à imprensa, José Calamba destacou que a simples posse de um título mineiro "não garante a existência de uma mina nem de um negócio".
Segundo o responsável, é necessário combinar informação geológica, estudos técnicos e capacidade financeira para transformar o potencial mineral em investimento, emprego e receitas para o Estado.
“Um título, por si só, não é uma mina, não é um negócio, não é uma empresa”, afirmou.
Acrescentou que o principal desafio é a criação de projectos com informação geológica, estudos técnicos e estrutura financeira capaz de convencer os investidores.
O vice-presidente anunciou, para apoio, uma linha de financiamento internacional, que poderá arrancar com 500 mil dólares, sem cedência de participação, incluindo apoio técnico.
Para José Calamba, transformar títulos em negócios significa transformar recursos minerais em emprego, investimento e receitas para o Estado.
Por sua vez, o formador Domingos João destacou que a formação tem como foco reforçar a conformidade legal das empresas mineiras, melhorando a gestão de processos, documentos e relações institucionais com as entidades do sector.
Acrescentou que a Câmara de Minas de Angola pretende funcionar como um ponto de encontro para as empresas, promovendo formação, aperfeiçoamento, diálogo e defesa de interesses comuns.
O formador salientou que a legislação mineira em vigor responsabiliza "não apenas os garimpeiros", mas também quem financia, promove ou facilita a actividade ilegal.
Domingos João referiu que o combate ao garimpo deve ser um esforço conjunto, envolvendo empresas, comunidades, autoridades e todos os intervenientes do sector.
“A principal mensagem é de que conformidade, cooperação institucional e responsabilidade colectiva são fundamentais para tornar o sector mineiro mais organizado, seguro e sustentável”, frisou.
A Câmara de Minas de Angola (CAMINAS) é uma organização representativa do sector que promove o desenvolvimento sustentável, competitivo e transparente da indústria mineira, fortalecendo o diálogo entre o sector público, as empresas, investidores, parceiros técnicos e instituições nacionais e internacionais. MAM/FCC/QCB




