O Campo Dália, localizado no Bloco 17, incorporou cerca de 500 milhões de barris às reservas recuperáveis de petróleo de Angola, resultado alcançado com a implementação do Programa de Produção Incremental, iniciativa que permitiu igualmente aumentar a produção diária do activo de aproximadamente 90 mil para 140 mil barris por dia.
Os dados foram apresentados pela administradora Executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Ana Miala, durante o Fórum sobre o Papel Feminino no Sector de Oil & Gas. Segundo a responsável, o novo modelo permitiu aumentar significativamente a produção do Campo Dália, ao mesmo tempo que reforçou o potencial de exploração do activo por meio da incorporação de novas reservas recuperáveis. Ana Miala explicou que o Programa de Produção Incremental foi concebido para criar melhores condições económicas aos operadores, incentivando novos investimentos em campos já em produção. Antes da implementação do mecanismo, recordou, em alguns blocos petrolíferos, cerca de 90% das receitas eram absorvidas pelo modelo contratual existente, restando apenas 10% para os investidores, situação que limitava a realização de novos investimentos destinados à recuperação da produção. Com a entrada em vigor do novo regime, a participação económica dos operadores passou para mais de 35%, mantendo-se inalterada a parcela de receitas destinada ao Estado. “Conseguimos criar um equilíbrio que permite preservar os interesses do Estado e, simultaneamente, tornar os projectos economicamente mais atractivos para os investidores”, explicou. A administradora sublinhou que o reforço da competitividade fiscal constitui um dos pilares da estratégia da ANPG para assegurar a continuidade da produção petrolífera nacional. No âmbito da expansão da actividade petrolífera, Ana Miala revelou ainda que, desde o lançamento do Programa de Licitações, em 2019, foram atribuídas cerca de 70 concessões petrolíferas, cujos contratos já se encontram assinados. Apesar desse avanço, reconheceu que os programas de trabalho continuam abaixo das expectativas iniciais e que as concessões atribuídas ainda não resultaram em descobertas de novas reservas com capacidade para sustentar o crescimento da produção a médio e longo prazo. Perante este cenário, defendeu uma aceleração dos investimentos em actividades de pesquisa e exploração, sobretudo nas bacias de fronteira, consideradas estratégicas para assegurar a reposição das reservas nacionais. A responsável recordou que a produção petrolífera nacional recuperou, nos últimos meses, situando-se actualmente em 1,053 milhão de barris por dia, desempenho que aproxima Angola da meta anual estabelecida pela concessionária nacional e reforça os sinais de estabilização da produção. &




