A Associação dos Investidores Angolanos e Chineses (AIAC) tem assegurado, para a fase inicial, cerca de 40 mil hectares nas províncias de Malanje e Cuanza-Norte, para a implementação de Projectos Agro-industriais de Seda e Algodão.
Numa primeira fase, o Governo Provincial de Malanje garantiu 20 mil hectares para a produção de algodão, dos 50 mil projectados na região para a implementação do programa.
O projecto, que se encontra numa fase de aceleração, com trabalhos em curso de construção de infra-estruturas hidráulicas e de aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, para o seu arranque está também assegurado para a fase inicial de implementação 20 mil hectares na província do Cuanza-Norte. Destes, 10 mil para o projecto de algodão e outros 10 mil para a produção de seda.
A desenvolver num período de 8 a 10 anos e implementado pelo Grupo Jiaxin da China, através da empresa Global Silk Angola Comércio e Indústria, o programa conta com um investimento avaliado em 500 milhões de dólares.
O programa que foi apresentado ao Executivo angolano em Abril de 2024 foi projectado com o principal foco de estabelecer, em Angola, um sistema moderno de produção da seda, abrangendo o cultivo de amoreiras, a criação do bicho-da-seda, o processamento de seda crua, a produção têxtil, bem como as demais actividades relacionadas com o desenvolvimento de uma cadeia de valor integrada da Indústria da Seda.
O presidente da Associação dos Investidores Angolanos e Chineses (AIAC), Liu Guigen, satisfeito com o reforço da cooperação entre Angola e China, informou que, além da produção do algodão e seda, a AIAC vai também implementar uma fábrica para a transformação do produto final da cadeia a desenvolver.
Projecto da Agricultura vai ser desenvolvido nas províncias de Malanje, Cuanza-Norte e Icolo e Bengo.
O projecto prevê a criação de uma base de produção de algodão, com uma área de 50 mil hectares, complementada por uma cadeia industrial têxtil que abrande etapas desde carroçamento, fiação, tecelagem, tingimento e cofecção de vestuário, acções que vão permitir a criação de mais 100 mil postos de trabalho directo.
Para o seu arranque, segundo dados da AIAC, foram assegurados 900 hectares de terras na província de Malanje. Já no Cuanza-Norte, foi disponibilizado, numa primeira fase, 20 mil hectares dos quais 10 mil para o projecto de algodão e 10 mil hectares para a produção de seda.
Desde Abril de 2026, foram realizados ensaios de cultivo de aproximadamente cinco variedades de amoreira e testes de criação de três variedades de bicho-da-seda, tendo sido obtidos resultados satisfatórios em todos os ensaios, iniciando os trabalhos de aquisição na China, dos equipamentos de secagem de folhas de amoreira e dos equipamentos necessários para as instalações de criação do bicho-da-seda, entre outras acções.
Para o presidente da Associação, Liu Guigen, o actual contexto da Agricultura em Angola está num processo de desenvolvimento positivo em várias vertentes de produção, bem como regista melhorias no mercado empresarial, principalmente, nas trocas comerciais entre países.
Por esta razão, assegurou o presidente, a associação tem como próximos desafios atrair mais investimento estrangeiro para o mercado angolano. Um dos investimentos já em negociação, informou, será na área de Soldadura, com a implementação de uma indústria. Recentemente criado e com o lema “ Eu apoio o seu investimento, eu invisto e você participa” a associação é composta por 20 empresas chinesas e quatro angolanas, que actuam nos vários sectores de actividade.
“Angola tem criado vários incentivos, tornando cada vez mais fácil a entrada de empresários estrangeiros no mercado e, fruto deste esforço, a AIAC continua a dialogar com empresários chineses interessados em investir no país nos sectores-Chave”, garantiu.
“O foco é melhorarmos o ambiente de negócio entre os dois Estados”, sublinhou. &
“Angola tem criado vários incentivos, tornando cada vez mais fácil a entrada de empresários estrangeiros no mercado e fruto deste esforço.”
LIU GUIGEN PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS INVESTIDORES ANGOLANOS E CHINESES (AIAC)




