Natural da aldeia de Chiobo, comuna de Tando-Zinze, província de Cabinda, Antonieta Mpito reside, actualmente, no bairro Chibodo, no município de Liambo, e concilia a carreira com a maternidade de três filhos.
A sua jornada no sector Energético começou em 2013, na antiga Empresa Nacional de Electricidade (ENE). Ao longo dos anos, acumulou experiência técnica e de Gestão em Infra-estruturas Estratégicas, como as centrais do Malembo e de Malongo.
Com uma sólida base académica, formada em Energia e Instalações Eléctricas pelo Instituto Politécnico de Cabinda e licenciada em Gestão e Contabilidade pelo ISPCAB, Antonieta desempenha actualmente as funções de chefe de Núcleo de Estatística, Aprovisionamento e Combustível na Central Diesel do Chibodo, operada pela Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL).
Conforme explicou à reportagem do Jornal de Economia & Finanças, a sua função vai muito além do preenchimento de planilhas e mapas, sendo vital para assegurar a continuidade da produção de energia e a qualidade de vida dos cidadãos.
Ao recordar o início do seu percurso, Antonieta realçou o desafio de integrar uma equipa que, na altura, era maioritariamente masculina. Segundo a gestora, essa fase transformou-se numa verdadeira escola profissional e humana, “cheguei a dormir apenas quatro horas por noite para conseguir conciliar a gestão de números e de pessoas”, recordou.
As transferências entre diferentes centrais foram também apontadas por Antonieta como pilares do seu crescimento.
Com boa disposição, comparou essas mudanças a uma troca de equipa a meio de um campeonato de futebol, em que a capacidade de adaptação rápida, a escuta activa e a conquista da confiança dos novos colegas foram fundamentais para adquirir uma visão global (360º) das operações da empresa na província.
Durante a entrevista, a responsável partilhou uma história marcante do início da sua carreira, quando passou dias a tentar rectificar um erro numa planilha que não fechava, descobrindo mais tarde que o problema era apenas uma vírgula no lugar errado.
Para Antonieta, a PRODEL representa muito mais do que um emprego, é a casa e a escola onde aprendeu a gerir conflitos e recursos, garantindo o sustento e a estabilidade da sua família.
Antes de encerrar o seu depoimento, a profissional evocou um provérbio na língua local que rege a sua conduta ética: “Suama ku suama ngondo”, que se traduz como “Por mais que disfarces o erro, a verdade virá à tona”.
O percurso de Antonieta Mpito reflecte o compromisso, a resiliência e a força dos trabalhadores que impulsionam a produção de energia e o desenvolvimento sócio-económico de Angola. &




