Os clientes particulares e instituições públicas da província do Moxico devem mais de 300 milhões de kwanzas à Empresa Pública de Águas e Saneamento (EPAS), segundo o presidente do Conselho de Administração, Eurico Jorge.
Em declarações ao Jornal de Angola, o responsável explicou que a situação, já reportada à Direcção Nacional das Águas e ao Governo Provincial, tem criado constrangimentos à empresa, que enfrenta dificuldades para cumprir algumas das suas obrigações com os 76 trabalhadores.
Entre os principais problemas, estão os atrasos no pagamento dos salários, registados desde Julho, bem como o não pagamento do subsídio de 13.º mês referente aos últimos três anos.
Entre as acções em curso, destacam-se a instalação de contadores pré-pagos, o recadastramento dos clientes e uma campanha de cortes de fornecimento aos consumidores com dívidas acumuladas.
A empresa está, igualmente, a adoptar medidas para facilitar a regularização das dívidas, através da redução dos valores em atraso, com o objectivo de permitir aos clientes o cumprimento gradual das suas obrigações.
Apesar de reconhecer a legitimidade da intenção de greve manifestada pelos trabalhadores, Eurico Jorge apelou ao bom senso, sublinhando que o abastecimento de água constitui um serviço essencial à população.
Lino Vieira | Luena




