A cidade de Luanda acolhe, nos dias 26 e 27 de Novembro, mais de 800 delegados em representação das maiores corporações globais para participar na Angola International Mining Conference (AIMC 2026).
A iniciativa é do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) e os dados foram avançados na noite de quinta-feira, durante a gala de apresentação e lançamento oficial dos pacotes de patrocínio do certame, que contará também com uma feira de exposição paralela.
O secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Correia Victor — que interveio em representação do ministro Diamantino Azevedo —, explicou que, por razões de calendário e gestão de tempo, o órgão de tutela optou por fundir os dois maiores eventos anuais do sector: a Conferência Internacional de Diamantes e a Conferência Internacional de Minas.
A unificação na AIMC 2026 visa criar uma plataforma integrada onde todos os actores da indústria mineira possam expor projectos e firmar parcerias de negócios.
Durante o acto, sublinhou-se que Angola se consolidou no mercado internacional devido às reformas implementadas pelo Executivo.
Angola consolidou-se como membro efectivo da Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas (ITIE) após a aprovação da sua candidatura em Junho de 2022. Desde então, o país reforçou o seu alinhamento com os padrões globais de governação através da submissão regular de relatórios sectoriais, cujos balanços positivos atestam o avanço na prestação de contas, na divulgação de contratos e na transparência fiscal das empresas públicas do sector.
Este renovado e robusto ambiente regulatório funcionou como um selo de garantia reputacional, atraindo o retorno e a fixação de grandes multinacionais como a Rio Tinto, a Anglo American e a De Beers.
Estes investimentos estratégicos de capital estrangeiro — sustentados por reformas estruturais na comercialização e pela exploração de novas concessões, como a mina do Luele — funcionaram como o motor principal para impulsionar a produção diamantífera nacional, que atingiu o recorde histórico de mais de 14 milhões de quilates em 2025.
Em paralelo, a segurança jurídica proporcionada por estas reformas abriu caminho para a prospecção de minerais críticos e de terras raras, posicionando Angola na vanguarda do fornecimento de matérias-primas essenciais para a transição energética global.




