Lobito – Vinte e duas cooperativas do município do Egipto Praia, província de Benguela, estão habilitadas a receber financiamento do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FADA), após a conclusão do processo de legalização, soube a ANGOP, esta terça-feira.
Lobito – Vinte e duas cooperativas do município do Egipto Praia, província de Benguela, estão habilitadas a receber financiamento do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FADA), após a conclusão do processo de legalização, soube a ANGOP, esta terça-feira.
Segundo o director do Gabinete Municipal de Desenvolvimento Económico daquela municipalidade, João Luciano, as cooperativas estão inseridas no projecto denominado “Blocos Compactos”, vocacionado para a produção e utilização de blocos de terra comprimida destinados à irrigação dos campos agrícolas.
Das 22 cooperativas, sete já assinaram os respectivos contratos de financiamento, informou o responsável.
“Cada cooperativa com 15 hectares vai receber 20 milhões de kwanzas, enquanto as que possuem campos agrícolas menores recebem entre nove e dez milhões”, explicou.
João Luciano considerou que as perspectivas para o sector agrícola no município são animadoras, tendo em conta a disponibilidade de terras aráveis e a expansão das áreas irrigadas.
“Há bastante terra para cultivar. Temos, inclusive, uma extensão de 300 quilómetros de valas de irrigação. O objectivo é atingir o máximo de valas para ocupar cerca de cinco mil famílias”, esclareceu.
O responsável informou que o projecto de irrigação está a contribuir para a recuperação do estatuto do Egipto Praia como grande produtor de feijão.
“Na safra que termina no final deste mês, perspectiva-se colher 300 toneladas de feijão”, afirmou.
Quanto ao milho, revelou que o projecto também tem permitido algum desenvolvimento da cultura, tendo sido colhidas, na campanha anterior, 63 toneladas numa área de 21 hectares.
João Luciano referiu-se igualmente à produção de óleo de palma, actualmente realizada de forma artesanal, defendendo a necessidade de investimentos para a modernização do processo.
“O produto é de grande qualidade, apenas precisamos de investidores para modernizar o processo”, apelou.
Entre outras potencialidades do município, o responsável destacou os sectores das pescas e dos minerais.
Sobre a pesca, disse que o Egipto Praia possui uma orla marítima de 58 quilómetros, com actividade de pesca artesanal em quatro zonas, destacando igualmente a captura de lagosta, que considerou uma das principais referências do município.
No sector mineiro, informou que equipas técnicas estão no terreno a realizar trabalhos de prospecção de quartzo, mineral que, segundo João Luciano, é abundante na região.
Acrescentou que o município possui igualmente reservas de granito e uma fábrica de mármore, que produz, principalmente, materiais para campas e outros adornos destinados aos cemitérios. TC/CRB




