Os municípios da província do Huambo atravessados pelo Corredor do Lobito pretendem continuar a dinamizar a produção agrícola local e tirar maior proveito da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) como meio de escoamento dos produtos para outras regiões e trânsito para o mercado internacional.
O administrador municipal do Chinjenje, Pedro Isaac, afirmou que o Corredor do Lobito oferece diversas vantagens à circunscrição, tendo em conta o seu potencial agrícola e o crescente interesse dos investidores no sector.
Pedro Isaac defendeu que as vantagens proporcionadas pelo corredor devem ser melhor aproveitadas, uma vez que a produção agrícola do município tem condições para abastecer o mercado nacional e ser escoada para países vizinhos, como a República Democrática do Congo e a Zâmbia.
Já o administrador muni-cipal do Ucuma, Abel Lukamba, apontou o alho como uma das principais potencialidades da região, salientando a necessidade de melhorar as condições de escoamento da produção.
Entre as potencialidades do município, destacou igualmente um projecto de produção de arroz desenvolvido por várias cooperativas agrícolas, que enfrentam dificuldades, sobretudo na aquisição de máquinas de descasque.
Por sua vez, a administradora do Longonjo, Wilme Ekuikui, explicou que o município produz cereais em grande escala e que o Corredor do Lobito poderá contribuir para facilitar o escoamento e dinamizar o agronegócio.
Além da agricultura, apontou as terras raras como uma das principais potencialidades do município, considerando que a sua exploração poderá gerar novas oportunidades de investimento e exportação através da linha ferroviária. Considerou o Corredor do Lobito um factor importante para o desenvolvimento do município, por permitir a valorização das potencialidades agrícolas, minerais e de rochas ornamentais existentes na região.
Para o administrador municipal da Chicala-Cholohanga, Adérito Chimuku, a circunscrição dispõe de duas paragens do comboio, localizadas nas Boas Águas e na vila municipal, as quais facilitam o escoamento da produção agrícola.
Os produtores têm assim melhores condições para fazer chegar a produção a diferentes pontos da província, do país e de outras regiões de África através do Corredor do Lobito.
Quem também se manifestou confiante é o administrador-adjunto do Cachiungo, Saba Terças, que destacou o potencial agrícola do município e as oportunidades de escoamento proporcionadas pelo Corredor do Lobito. De-fendeu, contudo, a necessidade de o município avançar para a criação de unidades fabris capazes de transformar a produção local em bens de maior valor acrescentado.
Segundo Saba Terças, a transformação da produção permitirá aproveitar melhor o Corredor do Lobito para colocar os produtos em diferentes mercados e, simultaneamente, aumentar o rendimento dos agricultores.
A província do Huambo conta com sete municípios atravessados ou directamente servidos pelo Corredor do Lobito, nomeadamente Chinjenje, Ucuma, Caála, Huambo, Longonjo, Chicala-Cholohanga e Cachiungo.
As administrações municipais consideram que o potencial agrícola destas localidades, aliado à infra-estrutura ferroviária, poderá contribuir para o fortalecimento do agronegócio, da indústria de transformação e do comércio regional.




