O Corredor do Lobito conta actualmente com 144 oportunidades de projectos em dez sectores estratégicos, com um investimento indicativo superior a 12 mil milhões de dólares, segundo dados apresentados por Angola na Segunda Reunião de Coordenação do projecto, realizada em Lusaka, na Zâmbia.
Em representação do Presidente da República, João Lourenço, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, reafirmou o compromisso de transformar o corredor de uma simples rota de transporte numa plataforma de desenvolvimento económico e integração regional entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia.
As oportunidades identificadas constam do Plano Director do Corredor do Lobito e resultam da auscultação de cerca de 1.200 interlocutores, através de 150 reuniões. Os projectos abrangem dez sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento económico ao longo do corredor.
Entre os avanços apresentados por Angola estão a concessão, por 30 anos, da operação ferroviária à Lobito Atlantic Railway, a mobilização de 700 milhões de dólares em financiamento e a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito.
Outro projecto considerado estruturante é a futura ligação ferroviária Luacano–Chingola, que deverá estabelecer uma conexão directa entre Angola e a Zâmbia. Angola apresentou também soluções para a implantação de portos secos destinados a servir a RDC e a Zâmbia.
O Corredor do Lobito é ainda apontado como uma plataforma para facilitar o comércio regional, melhorar a logística e atrair investimentos para sectores como agricultura, indústria, energia e serviços. Na reunião de Lusaka, o Banco Mundial defendeu que o impacto do corredor deve ser medido também pela capacidade de criar empregos, e não apenas pelo volume de carga transportada.
Em Angola, o corredor tem como principais infra-estruturas o Porto do Lobito e cerca de 1.300 quilómetros do Caminho-de-Ferro de Benguela, servindo actualmente mais de oito milhões de angolanos.
A reunião de Lusaka junta Angola, RDC e Zâmbia, com apoio do Banco Mundial, e está igualmente orientada para definir acções concretas e prazos de execução para os próximos seis a 24 meses, incluindo a facilitação do comércio e o reforço das operações ferroviárias.




