O Corredor Sul vai contribuir para a redução dos custos logísticos, facilitar o escoamento de mercadorias e dinamizar a actividade económica nas províncias abrangidas pelo projecto, segundo o administrador comercial do Porto do Namibe.
Domingos Delfim fez estas declarações, ontem, no Lubango, à margem da 33.ª edição da Expo-Huíla, ao destacar o papel do Porto do Namibe e do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) na criação de uma ligação mais eficiente entre o litoral e as zonas produtoras do interior.
O corredor integra o eixo logístico que tem no Porto do Namibe e no CFM, infra-estruturas fundamentais para o transporte de mercadorias, com potencial para favorecer o escoamento de produtos agrícolas, pecuários, minerais e outros bens destinados aos mercados nacionais e externos. Informações recentes sobre o projecto apontam igualmente para o seu potencial de integração regional, através de futuras ligações aos países vizinhos.
Domingos Delfim considerou que a melhoria das condições de transporte vai permitir a redução do peso da logística no preço final dos produtos e aumentar a competitividade dos operadores económicos.
Para o responsável, uma circulação mais regular de mercadorias poderá também estimular novos investimentos e actividades comerciais ao longo do corredor.
O administrador comercial referiu que, numa segunda fase, o corredor pode estender a sua influência a países sem acesso directo ao mar, com destaque para a Zâmbia e o Botswana, permitindo que utilizem as infra-estruturas portuárias do Namibe para operações de importação e exportação.
O CFM constitui uma ligação entre o Porto do Namibe e as províncias do interior, podendo reforçar a capacidade de transporte de cargas e criar condições para uma maior integração dos mercados.
O próprio Porto do Nami- be tem apontado a cooperação com o CFM como uma das bases para o desenvolvimento do corredor.
Segundo Domingos Delfim, o aumento da actividade comercial poderá gerar novas oportunidades de emprego, sobretudo para os jovens, à medida que crescer a procura por serviços de transporte, armazenamento, distribuição e outras actividades associadas à cadeia logística.
Quanto à execução do projecto, o responsável informou que o processo se encontra numa fase inicial e que já foram seleccionadas empresas para a sua dinamização. Sem avançar datas para a conclusão das próximas etapas, garantiu que existem avanços no processo.
O desenvolvimento do corredor ocorre numa altura em que o processo de concessão do Corredor do Nami- be entrou numa nova fase. Recentemente, foram abertas e verificadas as propostas apresentadas ao concurso para a gestão, exploração e manutenção da infra-estrutura, que integra o CFM e o Porto do Namibe.
A participação do Porto do Namibe na Expo-Huíla insere-se na estratégia de aproximação aos operadores económicos, permitindo apresentar as suas infra-estruturas e serviços e divulgar as oportunidades de negócio associadas ao corredor.
A 33.ª edição da Expo-Huíla reúne cerca de 600 expositores nacionais e estrangeiros, incluindo empresas da Namíbia, Portugal e Itália, e constitui um espaço de promoção de produtos, realização de contactos empresariais e criação de parcerias.
Adaylton Chilunga e Estanislau Costa | Lubango




