A integração da inteligência artificial na gestão das empresas e o seu impacto na produtividade estiveram em debate, em Luanda, durante um encontro executivo que reuniu administradores, gestores e outros decisores de diferentes sectores da economia angolana.
A iniciativa, denominada “Estratégia e Liderança com IA”, foi promovida pela Alive Travel, a 15 de Outubro, no Marina Yacht Club, com o objectivo de reflectir sobre as oportunidades e os desafios da utilização desta tecnologia nas organizações.
O CEO da Live Trade Angola, Orlando Pereira Pinto, defendeu a preparação dos gestores para compreenderem as mudanças provocadas pela inteligência artificial e utilizarem as ferramentas tecnológicas como apoio à tomada de decisões.
Para o responsável, a automatização de processos e a capacidade de analisar problemas complexos podem contribuir para melhorar o funcionamento das empresas.
No entanto, sublinhou, a adopção destas soluções deve ser acompanhada pela valorização do capital humano, uma vez que as relações interpessoais continuam a desempenhar um papel importante na sustentabilidade dos negócios.
Alexandre Fonseca, antigo CEO da Altice Portugal e orador principal do encontro, também destacou a necessidade de conciliar a inovação tecnológica com uma liderança centrada nas pessoas.
O especialista considerou que Angola reúne condições para aproveitar as oportunidades associadas à inteligência artificial, tendo em conta o potencial da população jovem e as possibilidades de aplicação da tecnologia em sectores como a energia, o turismo e os serviços essenciais.
A discussão abordou, assim, a necessidade de as organizações adaptarem os seus modelos de gestão às mudanças tecnológicas, sem descurar as competências humanas necessárias para orientar equipas, avaliar resultados e tomar decisões estratégicas.
O encontro contou igualmente com a participação de José Barata, da Deloitte; Miguel Carneiro, da TAAG; Rita Cássia Rocha, da Wayne; Romário Ângelo, do Caixa Angola; e Nuno Mendonça, da ENGEVIA.




